38 PALCO – BAN’YU INRYOKUTRAZ `TEATRO TOTAL’ EM SÃO PAULO

O grupo teatral japonês Ban’yu Inryoku retorna ao BRASIL para celebrar os 120 Anos do Tratado de Amizade, apresentndo a peça “Nuhi Kun” (Instruções aos Criados), uma retrospectiva de Shuji Terayama, um dos artistas mais importantes da vanguarda que continua sendo o mestre do grupo e de seu diretor, J.A. Seazer.

O grupo teatral japonês Ban’yu Inryoku retorna aos palcos brasileiros após 20 anos. Na primeira visita, em 1995, o grupo apresentou o espetáculo “Suna”, no Teatro Sesc Anchieta e no Sesc Santos, por ocasião das comemorações dos 100 Anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil-Japão. Desta vez, para celebrar os 120 Anos do Tratado de Amizade, o grupo apresentará “Nuhi Kun” (Instruções aos Criados). Trata-se de uma nova montagem e também uma retrospectiva de Shuji Terayama, um dos artistas mais importantes da vanguarda que foi e continua sendo o inspirador e mestre do grupo e de seu diretor, J.A. Seazer.

Grupo esteve no Brasil em 1995 para celebrar os 100 Anos do Tratado e volta agora para os 120 Anos (Foto: Yuji Kussuno)

A agenda prevê uma série de apresentações. A primeira será no dia 13 de novembro, no Teatro Yuba, em Mirandópolis (SP), que recentemente recebeu o dançarino Yoshito Ohno, filho e herdeiro artístico de Kazuo Ohno (1906-2009) um dos fundadores do butô.

Nos dias 21 e 22 de novembro, o espetáculo será apresentado no Teatro Sesc de Santos. O grupo encerrará sua mini turne na capital paulista, com duas apresentações no Teatro Sesc Pinheiros, nos dias 28 e 29 de novembro.

Crítica define trabalho do grupo como “teatro total” (Foto: Yuji Kussuno)

Com 1h40 de duração, “Instruções aos Criados”, de Jonathan Swift (adaptado e dirigido originalmente por Shuji Terayama e, agora, por J.A. Seazer) já foi apresentado mais de 200 vezes, sendo 154 delas fora do Japão, em países das Europa, Oriente Médio e Estados Unidos, totalizando 31 nações diferentes, sempre recebendo aclamações da crítica e do público.

Fundado há mais de três décadas, o Ban’yu Inryoku mistura elementos circenses, artes marciais, releituras de Nô e Kabuki, punk-rock, cultural popular, teatro ritual, mímica surrealismo, ópera experimental e outras referências. Não à toa, a crítica costuma classificar seu trabalho como “teatro total”.

Ban’yu Inryoku utiliza várias referências em seu trabalho (Foto: Yuji Kussuno)

O grupo, que virá com 30 pessoas, costuma utilizar linguagem visual e muita iluminação, com pouco texto, sendo, portanto, de fácil percepção”, explica o fotógrafo  e coordenador da vinda do grupo ao Brasil, Yuji Kusuno. Segundo ele, parte da estrutura do palco, de 15 níveis, virá especialmente do Japão.

Grupo japonês Ban’yu Inryoku traz ao país o ‘teatro total’ (Foto: divulgação)

Com organização do Sesc, o espetáculo conta com apoio do Ministério da Cultura do Japão, Comissão Organizadora Nacional dos 120 Anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil-Japão, Fundação Japão, Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Kenren (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil) e jornais Nikkey Shimbun, Nippak e São Paulo Shimbun. (NOTÍCIA EXTRAÍDA DO NIPPAK SHIMBUN)

38 PALCO – 120 ANOS DE AMIZADE: Apresentação inédita reúne koto e canto gregoriano

Em homenagem aos 120 Anos do Tratado Brasil-Japão, acontece no próximo dia 5, a partir das 20h, no Mosteiro de São Bento de São Paulo, o Concerto de Koto e Canto Gregoriano.

Em homenagem aos 120 Anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil-Japão, o Mosteiro de São Bento de São Paulo e a Associação Cultural de Koto Miyagui do Brasil realizam no próximo dia 5, a partir das 20h, no Mosteiro de São Bento de São Paulo, o Concerto de Koto e Canto Gregoriano. A entrada é franca. “Será a primeira vez que o canto gregoriano será apresentando em Rokudan”, explica a presidente da Associação Cultural de Koto Miyagui do Brasil, Reiko Nagase, lembrando que o Rokudan surgiu no Japão por volta de 1500, por influência portuguesa.

Associação Cultural de Koto Miyagui do Brasil (Foto: Arquivo)

“Portugal influenciou o Japão não só pela introdução da arma de fogo como também na música, através do canto gregoriano, que mais tarde daria origem ao Rokudan, primeiro clássico da música japonesa”, conta Nagase, destacando que além da participação dos monges do Mosteiro, acompanhados pelo koto, a apresentação terá também a presença da Associação Brasileira de Música Clássica Japonesa.

Para o monge Dom Alexandre Andrade, o evento é cercado de simbolismos. “Essas duas culturas se encontraram pela primeira vez no século XVI, no Japão, mesmo época da fundação do Mosteiro. E agora, para celebrar os 120 Anos de Amizade do Japão e do Brasil, acontece essa apresentação justamente no Mosteiro. Então, nos sentimos muito honrados com essa oportunidade”, conta o monge.

O programa será dividido em três partes: 1) Credo: Canto Gregoriano – Credo IV; Koto e Canbto Gregoriano – Credo III (Rokudan); Koto, Sanguen e Shakuhachi; 2) Cantos Gregorianos: Ubis Caritas, Ave Maria, Te Laudumus; 3) Instrumental: Haru no umi, Solo de Shakuhachi e Hounendaiko. (DO NIPPAK SHIMBUN).

38 ARTES – PARANAGUÁ RECEBE EXPOSIÇÃO GUENZAI

A Casa da Cultura Monsenhor Celso recebe no próximo sábado (07/11) a exposição “Guenzai”, reunindo obras de 13 artistas nipo-brasileiros em múltiplas linguagens artísticas. O projeto foi aprovado por lei de incentivo da Prefeitura Municipal de Paranaguá, através da Fundação Municipal de Cultura.

Erica Kaminishi.
Erica Kaminishi.

A Casa da Cultura Monsenhor Celso recebe no próximo sábado (07/11) a exposição “Guenzai”, reunindo obras de 13  artistas nipo-brasileiros em múltiplas linguagens artísticas. O projeto, aprovado por lei de incentivo da Prefeitura Municipal de Paranaguá, através da Fundação Municipal de Cultura, tem  curadoria de julia Ishida,  produção de Claudia Suemi Hamasaki e design de Sandra Hiromoto e texto crítico de Rosemeire Odahara Graça.

“Guenzai” exibe pinturas, cerâmica, fotografia, desenho, instalação, poesia, intervenção, objeto e zines de Akiko Miléo, Celso Setogutte, Claudine Watanabe, Erica Kaminishi, Elisa Gunzi, Eliza Maruyama, Julia Ishida, Mai Fujimoto, Marilia Kubota, Noemi Tamura, Rute Yumi, Sandra Hiromoto e Sayuri Kashimura. A exposição tem um site com informações sobre os artistas.

A mostra ficará aberta até 31 de janeiro de 2016 e conta ainda com 3  oficinas de arte a serem realizadas no mês de novembro:  dia14, das 9 às 13 h, Artes em Nanquim, com Rute Onnoda,  dia 21  – oficina de cerâmica, com Eliza Maruyama, dia 27, das 13h30min às 16h30 min, Wabi Sabi, com Mai Fujimoto, todas na Casa de Cultura. E no dia 21, uma oficina de poesia Haiquase com Marília Kubota, das 9 às 13, na Biblioteca Mario Lobo. Além disto, haverá uma palestra dia 9,  às 14h, com Elisa Gunzi – Arte contemporânea para a trajetória das Artes Visuais. As inscrições devem ser feitas na Casa de Cultura.

Eliza Maruyama.
Eliza Maruyama.

38 LITERATURA – VIAGEM A UM DESERTO INTERIOR

A escritora Leila Gunther lança “Viagem a um Deserto Interior”, diversificando sua produção, já que seu primeiro livro “O Voo Noturno das Galinhas” era de contos. Ambos foram publicados no Brasil pela Ateliê Editorial.

Ao conhecer  Leila Guenther, inevitável pensar em sua herança oriental. Apesar do sobrenome do pai alemão, Leila tem ascendência japonesa por parte de mãe. E aí vêm os estereótipos sobre quem tem uma outra etnia e é mulher, no Brasil. Pensa-se primeiro na etnia e a seguir no gênero para tentar definir a que grupo o autor pertence. Mas a poesia de Leila foge dos estereótipos, deixando-se tocar de leve pelo charme de pertencer a uma etnia milenar e ser feminina.

Viagem a um Deserto Interior é  dividido em cinco partes: Paisagens de Dentro, O Deserto Alheio, Castelo de Areia, Um Jardim de Pedra e A Possibilidade do Oásis. Cada parte está relacionada com um tema contemporâneo: solidão, o Outro, o estranhamento do cotidiano, o zen-budismo e amor. A autora publicou um primeiro livro, de ficção  O Voo Noturno das Galinhas pela Ateliê Editorial, que acaba de ser lançado em uma edição portuguesa.  O livro foi um dos 17 contemplados pelo Prêmio Petrobrás Cultural de 2012.

De acordo com o poeta e crítico Alcides Villaça, Viagem a um deserto interior contém “um espanto de vida a um tempo estóico e dilacerado, ressurgido de incêndios, vingando um calar histórico. Urro e desprezo podem acalantar a criatura ofendida, as inquietudes podem se abrigar numa forma zen, a paisagem contemplada pode guardar uma guerra dentro. ” O deserto explicita a metáfora do esforço zen-budista , visto no jardim seco zen-budista. A mente é como o jardim e das pedras e areias pode surgir um mundo mais profundo. As angústias não deixem de ser belas, porque constituem a beleza da paisagem humana.  Dominadas, nada resta a não ser contemplá-las, em doce abandono.

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Leila Guenther é formada em Letras pela Universidade de São Paulo e autora do livro de contos O Vôo Noturno das Galinhas (Ateliê Editorial), traduzido para o espanhol (Borrador Editores) e em Portugal.  Este lado para cima, (Sereia Ca(n)tadora, Revista Babel). Participou de  antologias de contos e poesia.  Para os palcos de Robert Wilson, adaptou a peça A dama do mar, de Susan Sontag (N-1 Publications), baseada em Ibsen, e traduziu A velha, adaptação de Darryl Pinckney para uma novela de Daniil Kharms.

POEMA

CIMENTO

Todas as fotos sumiram.
Seu rosto se desfez
como um muro aos poucos encoberto pelo musgo,
um muro cada vez mais rabiscado,
que vai perdendo a pintura,
até desabar com os anos de chuva e descuido
e deixar entrever a casa abandonada.
Uma foto apenas
quase derruída
sobre o meu
enquanto desaparecíamos.
Penso se o cachorro, 
aquele cão que se perdeu na mudança,
hoje também se lembraria de seu rosto futuro
reside em algum lugar de mim
tornado árido e áspero.
Um instantâneo
onde seu rosto se debruçava

 

38 POLÍTICA – PRINCIPE AKISHINO VEM AO PARANÁ

O príncipel Akishino e a princesa Kiko virão ao Paraná, a partir de 30 de outubro, visitando as cidades de Curitiba, Londrina e Rolândia, para as comemorações dos 120 anos de Tratado de Amizade e Comércio Brasil-Japão.

O príncipel Akishino e a princesa Kiko, da Casa Imperial Japonesa, virão ao Paraná, a partir de 30 de outubro,  visitando as cidades de  Curitiba, Londrina e Rolândia, para as comemorações dos 120 anos de Tratado de Amizade e Comércio Brasil-Japão A comunidade nikkei irá recepcionar o casal imperial na Praça do Japão, no Nikkei Curitiba e no Museu Oscar Niemeyer. Como de praxe, o casal receberá presentes, entre eles, obras das artistas Sandra Hiromto e Jullia Ishida. O  principe e a princesa chegam ao Brasil na próxima quarta-feira( 28), desembarcando em São Paulo, onde serão recepcionados pelo Bunkyo de São Paulo.

Príncipe Akishino virá ao Brasil pela segunda vez (Foto: Massayuki Fukasawa)

Suas Altezas Imperiais o Príncipe Akishino e a Princesa Kiko cumprirão uma série de compromissos. Além do encontro com a comunidade, eles se reunirão com lideranças e políticos e conhecerão a história dos pioneiros no Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil. Antes do Bunkyo, o casal visitará o Monumento aos Pioneiros Japoneses, no Pavilhão Japonês, no Parque do Ibirapuera (zona Sul de São Paulo) e o Hospital Santa Cruz.

No dia 29 (sábado), ainda na capital, Akishino e Kiko conhecerão o trabalho desenvolvido pela Assistência Social Dom José Gaspar Ikoi-no-Sono. Depois irão para Curitiba, Londrina, Rolândia, Maringá, Campo Grande, Miranda, Belém, Brasília e Rio de Janeiro.

Nos dias 1º e 2 de novembro, Akishino e Kiko devem conhecer o Pantanal e participar de uma reunião com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB). A comunidade nikkei local também deve oferecer uma recepção.

Formado em biologia, Akishino já esteve no Brasil em 1988 por ocasião das comemorações dos 80 Anos da Imigração Japonesa no Brasil, quando conheceu a Amazônia.  Agora, de acordo com o cônsul Takahiro Nakamae, fez questão de vir conhecer o Pantanal.

Mato Grosso do Sul tem a terceira maior comunidade de imigrantes de japoneses no Brasil, e recentemente completaram 100 anos de imigração em Campo Grande.

Na capital federal, onde no dia 5 de novembro acontece a cerimônia oficial, estão previstas audiências com a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), com o ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira, com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e com o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg.

Sua Alteza Imperial o príncipe Akishino é o segundo filho de Suas Majestades o Imperador Akihito e a Imperatriz Michiko. A família imperial japonesa não visitava o Brasil desde 2008, quando o irmão mais velho de Akishino, Sua Alteza Imperial o Príncipe Herdeiro Naruhito, esteve no país para as celebrações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. (NOTÍCIA EXTRAÍDA DO JORNAL NIPPAK).

38 NOTICIA – FULBRIGHT PESQUISA A "MARCA" DE OLHOS ORIENTAIS

Pesquisa da Fundação Fullbright quer investigar como funciona a marcação da diferença racial pelos olhos dos descendentes de orientais na comunidade de Curitiba

Logomarca do projeto Racialeyes
Logomarca do projeto Racialeyes

Uma pesquisa patrocinada pela Fundação Fulbright entitulada Racialeyes tem como foco a comunidade asiática em Curitiba, destacando os  olhos amendoados, característicos da etnia dos orientais. A pesquisa está sendo conduzida por Mia Yamashiro e Laura LI, ambas bolsistas da fundação no Brasil. O título do projeto é um trocadilho com a palavra  racialize, da língua inglesa. “Raça é um dos aspectos que define a sociedade nos EUA e observamos que olhos (eyes)  são, historicamente,  uma característica física  usada para marcar os orientais e descendentes como o outro“, explica Laura Li, que é sino-americana.  “Por  outro lado, o Brasil por vezes, é caracterizado como uma sociedade pós-racial, portanto a gente decidiu investigar mais sobre a sistema aqui para comparar com as experiências da diáspora nos EUA.”, acrescenta a pesquisadora, que também é professora de Inglês.

As pesquisadoras entrevistaram e tiraram fotos de 14 brasileiros de ascendência asiática de etnias e gerações diferentes para saber mais sobre suas experiências, identidades e pontos de vista. O resultado final é produzir um e-book que envolve todo o material coletado, inclusive fotos, vídeos, arte, poemas pelos participantes. Através desse projeto queríamos que a visibilidade e conhecimento sobre essa comunidade aumente entre outros brasileiros.

Mia explica que Racialeyes é um projeto que nasceu de frustração e raiva: “Como uma mulher asio-americana, eu me sentia frequentemente mal por ser tratada como objeto, tipo exótico e sofrer  inofensivas  microagressões, de forma que a etnia tronou parte de minha identidade. Não que eu ficasse à flor da pele, mas eu me sensibilizava e investia contra sinais de racismo.” O projeto no Brasil, aprovado pela Fundação Fullbright é uma continuação de uma pesquisa que Mia começou no Equador, quando  intercambista. Ela estudou o quanto o racismo afeta o sistema de educação, especialmente na educação infantil, em  Quito.

Laura conta que no EUA é ativista do Movimento de Asiáticos do Pacífico Isolados e esperava fazer o mesmo em Curitiba, por causa da grande comunidade de descendentes de orientais: “Mas não descobri exatamente o que buscava.  Conceitos sobre raça e racismo são muito diferentes no Brasil, tão diferentes que, com frequência, eu ficava desanimada. Enquanto nos EUA eu lido com o que considero formas muito agressivas de racismo, isto pode ser colocado em outro nível no Brasil, onde o racismo não existe, a menos que você seja negro ou negra. Então quando as pessoas puxam os olhos para mim, me chamam de Japa, me falam sobre comida japonesa (porque realmente a comida asiática é intercambiávele), e também confusamente me chamam de chocolate nas ruas, eu penso duas coisas: 1) tanta raiva e 2) inútil porque como mulher estrangeira  não quero chamar atenção para mim mesma e 3) desde que se é invisível, o racismo não nos afeta. Assim, em vez de romper com ofensas casuais despejadas na rua, resolvemos colocar nossas energias nesse projeto.”

De acordo com a página do projeto, raça (ou etnia) continua no centro das discussões em muitos países, como Estados Unidos e Brasil. Eventos recentes nos Estados Unidos e Brasil chamam a atenção pelo espaço que há para a união entre diferentes culturas . Racialeyes pretende contar histórias de descendentes de asiáticos, através de sistemas multimídia (vídeo, internet),  focando experiências e identidades desta comunidade no Brasil.

Mia faz parte da terceira geração de hafu (como se chama quem descende apenas de um dos pais japoneses. A palavra é abreviatura de half-japanese, meio japonês), nascida em Londres. Ela cresceu em Tóquio e fez faculdade na California e agora vive em Nova Iorque. Embora tenha vivdo apenas 5 anos nos Estados Unidos, considera-se uma nipo-americana (nikkei).

Laura faz parte da primeira geração de sinoamericanos mulheres cujos pais imigraram para os Estados Unidos nos anos 80. Faz também parte da primeira geração de estudantes universitários . Mia e Laura dão aulas de Inglês na Universidade Federal do Paraná, como parte do programa de intercâmbio da Fullbright.

38 HAICAI – MARILIA KUBOTA LANÇA "micropolis" EM SÃO PAULO E CURITIBA

A poeta Marilia Kubota lança seu primeiro livro de haicai “micropolis”, nesta quinta-feira (22), em Sâo Paulo e no sábado (24), em Curitiba.

Capa do livro "micropolis". Arte: Ronald Polito.
Capa do livro “micropolis” sobre ilustração de Ronald Polito.

A poeta Marilia Kubota lança seu primeiro livro de haicai “micropolis”,  nesta quinta-feira (22), em Sâo Paulo e no sábado (24), em Curitiba. O lançamento em São Paulo é promovido pela Lumme Editora, que publicou o livro, em 2014, e acontece no evento denominado “Recital Caixa Preta”, na Casa das Rosas, a partir das 19 horas.  O recital celebra os autores publicados pela editora, como Claudio Daniel (“Cadernos Bestiais”) e Contador Borges (“Lautréamont Anacrônico”). Em Curitiba, “micropolis” será lançado com outros dois livros: “Livro Arbítrio” (Casa Verde, 2015), do gaúcho Lau Siqueira e “Febre Terçã” (selo Off-Flip, 2013), da belenense Vássia Silveira, no Museu Guido Viaro, a partir das 20 horas.

micropolis traz 34 haicais, a maior parte escritos em oficinas de criação literária.  A capa do livro foi criada pelo poeta Ronald Polito e remete a um tema recorrente na arte japonesa, as pedras. No ano de 2014 Marilia Kubota começou a orientar oficinas sobre a forma poética japonesa, e escreveu alguns exercícios, que nunca havia experimentado antes. “Foi uma brincadeira. Jamais imaginei que poderia escrever haicais. Para mim, a poesia de Bashô, Issa e outros mestres japoneses é inigualável. Só pude me soltar porque escrevi sem pretensão de publicar um livro”, conta a poeta. micropolis é seu terceiro livro de poesia, antecedido por “Esperando as bárbaras”, de 2012 (Blanche Editora) e Selva de Sentidos, em 2008 (Água-forte Edições).

Embora este seja o primeiro livro, a autora organizou  um concurso de haicai, o Concurso Nacional de Haicai Nenpuku Sato, em 2008, nas comemorações dos 100 anos da imigração japonesa ao Brasil.   A partir daí, seu contato com a forma poética japonesa se aprofundou, orientando oficinas ou dando palestras sobre o tema.

neste outono
nem uma seta no alvo
pássaros nas nuvens