15 ECONOMIA | A DILIGÊNCIA DO TRABALHADOR JAPONÊS: TRADIÇÃO, CULTURA OU LENDA?

Por Eduardo Mesquita Pereira Alves

Japonês, trabalhador incansável: fato ou mito ?

Geralmente identificamos a diligência no trabalho e no estudo como uma característica típica do japonês. O senso comum dentro e fora do país, bem como dentro e fora das colônias de nikkeis, busca justificar esse atributo com base na cultura tradicional, estaria, dessa forma, relacionado àquelas virtudes comumente associadas ao povo japonês: honra, respeito, disciplina e etc…Tais virtudes teriam sido cultivadas desde os primórdios da nação nipônica, representando uma característica quase inata de seus habitantes.

Essa visão, absolutamente anacrônica, diga-se de passagem, tem origem justamente na falsa representação de que a homogeneidade da sociedade japonesa observada hoje seria válida para os demais períodos de sua história. Pior, se baseia na falsa representação de que essa homogeneidade permite nos dias de hoje generalizar a diligência para toda a população, como se todos fossem workaholics em potencial.

É impossível negar que o mercado de trabalho japonês exige mais dedicação, em matéria de horas trabalhadas, do que a maioria dos mercados mundiais. Também não podemos fechar os olhos para fenômenos como o karoushi, morte por excesso de trabalho, cuja ocorrência é mais acentuada no Japão.

Entretanto, é notório que o trabalhador japonês é o menos eficiente que os das demais nações desenvolvidas, tendo sua eficiência (aqui entendida como valor adicionado/ nº de trabalhadores x horas trabalhadas no ano) sido aferida em 61% da eficiência do trabalhador americano.[1]

Essa diferença de eficiência leva a crer que o excesso de trabalho verificado no Japão, e muitas vezes nos nikkeis, seja mais relacionado a uma característica patológica da modernização japonesa do que a aspectos da cultura tradicional . Em verdade, coloca em xeque certas características identificadas imediatamente como inerentes à “cultura japonesa”.

A primeira crítica do artigo diz respeito, portanto, à própria expressão “cultura japonesa”, como algo constante, aplicável a toda população em todos os períodos históricos. O Japão nunca foi uma nação homogênea antes de sua ocidentalização, a heterogeneidade era inerente a qualquer sociedade dividida em castas. A cultura e os valores do camponês não coincide com a cultura e valores do mercador, da mesma forma, os samurais tinham costumes distintos das demais classes.

Honra, diligência, disciplina seriam muito mais observáveis nos samurais (apenas 2% da população) do que nas demais classes, e não por seguir um código de conduta específico (não seguiam, o bushido é mais invenção do século XVII, não corresponde às condutas efetivamente observadas no samurais enquanto classe guerreira) mas por sua condição de casta militar. Em qualquer lugar do mundo aqueles que se dedicam profissionalmente às artes de Marte cultivam a diligência e disciplina, e no papel também a honra. Evidente que os valores de 2% da população não irão corresponder naturalmente aos de 98% restantes.

Quando observamos a história de forma muito ampla, é fácil se convencer de que o sucesso da Era Edo, o rápido desenvolvimento econômico nas Eras Meiji e Taisho estejam ligados ao gosto pelo trabalho, ao intangível espírito samurai que permeia o tecido social japonês. O problema da história positivista é observar demais os grandes eventos e dar pouco atenção ao que ocorre por trás dos acontecimentos diplomáticos, militares e econômicos. A verdade é que os relatos da vida privada japonesa revelam que até o século XIX o japonês comum será mais conhecido pelo seu gosto pelos prazeres e pelo descanso do que pelo trabalho.

Para não nos estendermos muito, é possível focar no período de industrialização da Era Meiji. Relatos de industriais japoneses e estrangeiros revelam problemas comuns entre os empregados das fábricas: não respeitavam horários, não se submetiam à hierarquia, não obedeciam ordens, não se comprometiam com o serviço, não ficavam muito tempo no mesmo emprego, eram extremamente indisciplinados, pouco pacientes, inclinados a iniciar greves por qualquer motivo e não sabiam poupar o dinheiro ganho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ou seja, o extremo oposto daquilo que consideramos como características do indivíduo japonês: pontualidade, hierarquização, disciplina, comprometimento, estabilidade nos empregos, paciência, ausência de movimentos grevistas, alta capacidade de constituir poupanças (na verdade esta última já está praticamente extinta, mas ainda constitui parte do estereótipo).

Segundo Andrew Gordon em sua obra Evolution of Labor Relations in Japan, o Conselheiro holandês da Nagasaki Ironworks , D. de Graeff van Polsbroek requereu oficialmente ao bakufu em 1864 (ou seja, antes da Restauração) que os portões de fábrica fossem fechados no horário de trabalho e que houvessem médicos à disposição da empresa para checar se os trabalhadores ausentes estavam realmente doentes.

O que poderia ser um problema pontual em Nagasaki se tornou generalizado por todo o país. Os trabalhadores japoneses saíam das fábricas a qualquer hora do dia, não respeitando a jornada das 6h às 16:30. Os capatazes não conseguiam que suas ordens fossem obedecidas e chegavam a ser ameaçados e agredidos pelos empregados. Estes faziam questão de faltar o trabalho em todos os feriados, oficiais ou não, somando ao todo quase 3 meses de faltas ao longo de um ano. Ao receber o pagamento, seguiam imediatamente aos bares e bordeis, gastando mais de 50% de todo o dinheiro ganho. Sem dinheiro, o trabalhador iria trocar de emprego imediatamente tentando buscando fonte de renda alternativa ou um pagamento semanal para satisfazer suas necessidades.

A cultura do empregado causou profundas modificações na postura do empregador. O dia de pagamento passou a anteceder sempre os feriado. Folgas eram concedidas em metade dos sábados e todos os domingos.

Não defendemos, no entanto, que em lugar da diligência, a preguiça seja uma característica típica do trabalhador. Na verdade, a cultura das classes mais baixas está diretamente relacionada ao contexto social. Em uma época de salários baixos, poucas oportunidades, horizontes reduzidos para boa parte da população, qual seria o sentido em economizar, viver uma vida ascética, se submeter à hierarquia que deveria ter sido rompida com a Restauração Meiji?

A situação perdurou por décadas, mas conviveu com posturas que naquele cenário valiam muito mais do que honra, disciplina e submissão. GORDON afirma que os trabalhadores japoneses tinham grande desejo de independência, espírito de camaradagem e comunidade e insistiam no respeito da classe dos trabalhadores.

No Japão não existia a força da religião protestante, que como observado por Weber, foi responsável em parte pelo sucesso do capitalismo nas nações em que predominava. O desejo de trabalhar, a força para economizar teria que vir das oportunidades sociais e não da expectativa de reconhecimento divino. A situação mudou com a melhora custo-benefício de submissão às regras.

Um dos principais fatores nesse sentido foi a possibilidade de ascensão social por meio da educação. A partir das décadas de 20 e 30 os trabalhadores passaram a economizar boa parte dos salários visando custear os estudos de seus filhos. As empresas, por sua vez, passaram a garantir estabilidade do trabalhador e conceder aumentos anuais, nos moldes que vemos hoje, evitando a constante circulação da mão de obra. Isso possibilitou que custeassem cursos para seus empregados, gerando um sentimento de gratidão que influenciava na diligência e comprometimento.

Gradualmente as práticas foram internalizadas, deixaram de se referir ao fim de ascensão social e se tornaram um meio de demonstrar o comprometimento com os novos valores da época. Se na era Meiji trocar constantemente de emprego era sinal de independência, no século XX ter um emprego estável se tornou sinal de status, de preocupação com a família, o que, em uma era de oportunidades, se torna prioridade maior do que a manutenção dos prazeres de trabalhador individual.

Enfim, o que se pretende demonstrar com esses exemplos é que não podemos falar de forma genérica e homogênea de “povo japonês”, cultura japonesa, valores japoneses. É preciso situá-los em cada época, sob o risco de projetarmos características típicas da modernidade como originárias de tradições anteriores ao século XIX.

O maior desrespeito à cultura de épocas passadas não vem dos jovens que se apegam aos valores ocidentais. Estes estão criando a cultura de sua tempo, e não violando a tradição. A grande ameaça à manutenção dos valores passados vem justamente daqueles que acreditam que são detentores da “verdadeira tradição” e acabam pregando valores da modernidade ocidental, ensinados nas escolas japoneses na primeira metade do século XX como típicos da sociedade nipônica, obscurecendo a diversidade da sociedade heterogênea do passado japonês.


[1] De acordo com Relatório do 日本経済研究センター em junho de 2007.

Eduardo Mesquita Pereira Alves é advogado, graduado em Direito pela UFPR, sócio da Sunye, Pereira Alves e Oliveira Viana – Sociedade de Advogados, e estudou na Soka University, de abril de 2010 a fevereiro de 2011.

 

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NOTÍCIA | MOSTRA DE BONECOS JAPONESES EM SP


GOSHO NINGYO Boneco do Palacio Imperial. (Foto: Mikio Kurokawa)

De 31 de outubro a 30 de novembro a cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, receberá a exposição “Bonecos do Japão: Formas de Oração, Encarnações de Amor”, que acontecerá  no Espaço Cultural de Extensão Universitária (ECEU).  A mostra é promovida pela  Fundação Japão, a Comissão de Cultura e Extensão Universitária e o Museu Histórico da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP).

NOH NINGYO Boneco do Teatro No. (Foto: Mikio Kurokawa).

A mostra acaba de ser exibida na Argentina e, depois do Brasil, segue para a Costa Rica, na América Central. Ribeirão Preto já recebeu a coleção “O Mundo dos Bonecos Kokeshi”, em 2005, também uma parceria da Fundação Japão e Comissão de Cultura e Extensão Universitária da FMRP. Paralelamente à exposição, serão ministradas oficinas de origami (arte japonesa de dobrar o papel) e furoshiki (arte tradicional de embrulho japonês usando lenços de tecido) e acontece uma mostra de filmes japoneses (filmes contemporâneos, animês e documentários).

A exposição apresenta  70 bonecos japoneses , alguns personagens da história milenar do Japão e outros do  Hina Matsuri (Festival das Meninas, que acontece no dia 03 de março) e Gogatsu Ningyo (versão masculina, celebrada no dia 05 de maio ). Bonecos retratando atores no Teatro Nô, ou do Bunraku, o  teatro de bonecos criado no século XVI e outros de regiões japonesas, além dos famosos bonecos Kokeshi poderão ser apreciados.

Serviço

Exposição “Bonecos do Japão: Formas de Oração, Encarnações de Amor”

Abertura: 30 de outubro às 17h

Visitação: 31 de outubro a 30 de novembro de 2012 – Segunda a sexta das 9 às 16h, sábado das 10 às 16h

Oficinas de Origami Furoshiki

12 /11 – das 9h30 às 11h ou das 13h30 às 15h- Oficina de origami com a Professora  Mari Kanegae.  Para maiores de 10 anos.

12 / 11  – das 9h30 às 11h e das 13h30 às 15h-  Oficina de furoshiki com Sofia Nanka Kamatani .

Vagas limitadas,  inscrição por tel: (16) 3602-0692 ou 3602-0695

Mostra de filmes japoneses (filmes contemporâneos, animês e documentários)

Durante o período da exposição. Programação aqui.

Local:

ECEU – Espaço Cultural de Extensão Universitária da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP – Av. Nove de Julho, 908 – 14025-000 – Ribeirão Preto – São Paulo – Tel: (16) 3602.0692 ou 3602-0695 – E-mail: eceu@fmrp.usp.br

Mais informações:

Fundação Japão em São Paulo – Tel: (11) 3141-0110 / 3141-0843 0 E-mail: info@fjsp.org.br

 

 

15 HAICAI | ANDARILHOS, HUMOR E INSTANTÂNEOS

O mestre de haicai, Basho, também foi um andarilho. Para ser mais exato,  um peregrino, e através de suas andanças pelo interior do Japão, escreveu o diário e viagem Oku no Hosomichi (Sendas de Oku). Os andarilhos atendidos pela Associação Prato de Sopa Monsenhor Moreira, da cidade de Santos têm no nomadismo um ponto em comum com o poeta japonês. Se para Basho viajar era despertar a mente para a espiritualidade,  para os moradores de rua, vagar a esmo  é uma condição social. A haicaista Mahelen Madureira percebeu que o haicai poderia fazer diferença em suas vidas. E há alguns anos vêm ensinando haicai para homens e mulheres que já perderam quase tudo na vida. Menos a sensibilidade.  O resultado são poemas como esses:

Dormindo na praça / a chuva cai e molha / meu corpo frágil (Amanda Correia Mota)

Acordo na rua / com os pássaros cantando / manhã de geada (Antonio Carlos de Souza)

Caminhos da infância / as patas do cavalo / na geada do campo (Francisco Assis dos Santos) 1o lugar 4o. Concurso de Haicai Masuda Goga 2011.

Brancas de geada / as plantas deste jardim – / e a flor desabrocha… (JOsé Alves da Silva). 2o. lugar 4. Concurso de Haicai Masuda Goga 2011.

Pedidos do livro podem ser feitos pelo e-mail cacbvv@gmail.com.

 

Contagem de palavras:449   Úl

TÃO BREVE QUANTO O AGORA – Alvaro Posselt – Blanche editora, 2012.

Tão breve quanto o agora traz 59 poemas em forma de tercetos. O espírito dos poemas aproxima-se mais do senryu, o haicai satírico, do que do haicai tradicional. O senryu privilegia o humor em detrimento do sublime, cultivado pelo poema clássico tradicional. Alvaro Posselt também inclui o trocadilho e a rima para fazer seu haicai livre,  O livro é apresentado pelo poeta Lau Siqueira e ilustrado por Luiza Nogueira.

Aqui tudo pode / até a cabra / fica de bode

Nasci outra vez / saí polaco / virei japonês

Inteligência não me falta / Veja como é elevado / meu QI em caixa alta

Entre arranhões e lambidas / para cuidar de tanto gato / precisarei de sete vidas

Pedidos do livro pelo  email alvaroposselt@yahoo.com.br.

COLEÇÃO INSTANTE ESTANTE

No Brasil,o nome de Alice Ruiz está vinculado ao haicai .

Alice Ruiz e outros autores conhecidos por cultuar o haicai e a poesia breve no Brasil integram a coleção Instante Estante, a ser lançada  na 58ª Feira do Livro de Porto Alegre., no dia 31 de outubro A coleção, que abriga 18 autores,  terá  distribuição gratuíta para os visitantes da Feira.

Além de Alice, os autores selecionados pela coleção são E. M. de Melo e Castro,  Alexandre Brito, Leo Lobos, Ricardo Silvestrin, Ricardo Portugal, Fred Maia, Gilberto Wallace, Mario Pirata, Antonio Arroyo Silva, Juliana Meira, Nydia Bonetti, Wilmar Silva, César Pereira, Lau Siqueira, Laís Chaffe e Sandra Santos (organizadora da coleção).

15 KINEMA | MINORU SHIBUYA NA MOSTRA DE CINEMA DE SP

Na 36a. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o Cinusp Paulo Emílio exibe uma retrospectiva do cineasta japonês Minoru Shibuya, em  três sessões diárias, a partir das 14 horas, com entrada gratuita para o público em geral.

Minoru Shibuya nasceu em Asakusa, Tóquio, em 2 de janeiro de 1907. Quase desconhecido fora do Japão, seu interesse por cinema se inicia quando estudava literatura inglesa na Universidade de Keio, na capital japonesa. Começa sua carreira no cinema em 1929, como assistente de câmera não remunerado no célebre estúdio japonês Shochiku, que abrigava diretores como Yasujiro Ozu, Kenji Mizoguchi, Keisuke Kinoshita e Yoji Yamada.

No Shochiku, se tornou assistente de direção de Mikio Naruse e Gosho Heinosuke, e realizou, entre as décadas de 1930 e 60, a maioria dos seus mais de 40 filmes. Seus principais filmes são do período pós-Segunda Guerra, em que seus dramas sociais e comédias se equilibram entre ironia e desilusão. Desse período, destacam-se O Dia de Folga do Médico (Honjitsu kyushin, 1952), adaptação do romance de Ibuse Masuji; Pessoas Modernas (Gendaijin, 1952), que mescla drama social a corrupção política; Retidão (Seigiha, 1957), baseado no romance de Shiga Naoya.
A partir de Um Bom Homem, Um Bom Dia (Kojin kojitsu, 1961), seu apuro visual fica evidente, em filmes como Os Passarinhos (Mozu, 1961) e O Paraíso dos Bêbados (Yopparai tengoku, 1962). Seu último filme pelo estúdio Shochiku foi O Rabanete e a Cenoura, (Daikon to ninjin, 1964), uma homenagem a Ozu que teve como base anotações sobre um roteiro não terminado do recém-falecido cineasta, de quem Shibuya foi assistente. Influenciado por Ozu, Shibuya também foi influência para as gerações posteriores: teve como seus assistentes de direção  Shohei Imamura (A Balada de Narayama, 1983) e Yoji Yamada (História de Kyoto, 2010). Minoru Shibuya morreu em decorrência de pneumonia em 1980, aos 73 anos.

Confira a programação completa  e mais informações sobre os cineastas japoneses na mostra aqui.

 

 

15 POP | GIBICON RECORDA OS TESOUROS DA GRAFIPAR

A Grafipar, que reuniu desenhistas e escritores em Curitiba, entre 1977 e 1984, foi um marco na história em quadrinhos nacional. A Gibicon, Convenção Internacional de Quadrinhos,  que acontece de 25 a 28 de outubro,  na capital paranaense,  promove uma exposição para recordar esta época.

A exposição, que acontece no Museu da Gravura do Solar do Barão, apresenta revistas da época, reproduções de obras originais de mestres como Claudio Seto, Flavio Colin, Mozart Couto, Julio Shimamoto, Franco de Rosa, Gustavo Machado, Rodval Matias, Watson Portela, Rettamozo, Rogério Dias, Fernando Ikoma, Alice Ruiz, Paulo Leminski, Nelson Padrela, Paulo Nery, Eros Maichrowicz, entre outros.

Editora única no país, só comparável à Edrel, de Minami Keizi, a Grafipar fez história. Publicava títulos 100% nacionais, tendo como temas terror, erotismo, ficção científica, aventura e mangá.  Vendeu milhares de exemplares e influenciou gerações de autores. Um de seus efeitos imediatos foi a criação da Gibiteca de Curitiba.
SETO NA GIBICON
Além de ser lembrado como um dos pioneiros da Grafipar,  Claudio Seto recebe homenagem especial no evento com a exibição do documentário “Claudio Seto, o  Samurai de Curitiba”, de Rober Machado e José Padilha, na sexta (26),  às 19 h, no Paço da Liberdade. E para reconstituir a memória  da Grafipar,  está programado um debate na sexta-feira (26), às 15 horas, no Memorial de Curitiba, com Faruk-el-Khatib, Gonçalo Júnior, Watson Portela, Gustavo Machado e Franco da Rosa.  No sábado, (27),  às 18 h, na Gibiteca, o  pesquisador Gonçalo Jr. lembrará  a personagem “Maria Erótica”, que chegou a ser apreendida pela censura, nos anos de chumbo ), detalhando a pesquisa que fez sobre os quadrinhos no Brasil. E no domingo (28), no mesmo local, às 11 horas,  haverá um bate-papo sobre “A Grafipar e a ditadura”, com Retmozzo, Nelson Padrella, Francos da Rosa e Frauk El-khatib.

Na área de mangá, está programada uma palestra de Sonia Luyten, pioneira no estudo do tema no Brasil,  nesta quinta (25), às ’14 h, no Goethe Institut. E Edson Kohatsu também fala sobre mnagá, no sábado (27), às 14 h, no Solar do Barão. Para quem quiser fazer oficinas, Fulvio Pacheco dará uma oficina para o público infantil, nesta quinta (25), às 14 horas, no Solar do Barão. E Guilher Match (colaborador de MEMAI),  dará oficina para o público infantojuvenil, no sábado (27), a partir das 10 horas.

Veja mais detalhes sobre os locais e programação do evento aqui.