39 NOTÍCIA – TRIBUTO A CLAUDIO SETO NO FIM DE SEMANA EM CURITIBA

Neste fim de semana, acontece o Tributo a Claudio Seto, um evento em homenagem ao artista visual e jornalista Claudio Seto, morto em 2008. O evento acontece no Centro de Criatividade de Curitiba (dentro do Parque São Lourenço) e terá entrada franca.

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O criador do mangá "O Samurai".
O criador do mangá “O Samurai”.

Neste fim de semana, acontece o Tributo a Claudio Seto, um evento em homenagem ao artista visual e jornalista Claudio Seto, morto em 2008. O evento acontece no Centro de Criatividade de Curitiba (dentro do Parque São Lourenço) e terá entrada franca. Confira a programação:

Programação Tributo a Claudio Seto

Sábado, 21 de novembro

11h00 – Início das atividades
13h00 – Cerimônia de abertura – Palco
14h00 – Contação de histórias – Casa da Leitura
14h45 – Demonstração de dança – Palco
15h30 -Oficina de origami – Bloco III
16h30 – Contação de histórias – Casa da Leitura
17h00 – Oficina de mangá – Bloco III
15h ~ 17h – Lançamento e sessão de autógrafos da HQ “A Samurai”, de Mylle Silva
18h00 – Encerramento do evento

Domingo, 22 de novembro

10h00 – Início das atividades

11h – Oficina de furoshiki – Bloco III
13h00 – Oficina de encadernação artesanal – Bloco III
14h00 – Contação de histórias – Casa da Leitura
14h30 – Demonstração de dança – Palco
15h00 – Oficina de haicai Haiquase – Bloco III
15h30 – Contação de histórias – Casa da Leitura
16h00 – Oficina de mangá – Bloco III
16h30 – Taikô – Pátio
16h45 – Homenagem a Claudio Seto e Mitsue – Pátio
17h00 – Encerramento

Serviço

Tributo a Claudio Seto

Dias 21 e 22 de novembro
Das 11h às 18h (sábado) e das 10h às 17h (domingo)
Centro de Criatividade de Curitiba
Rua Mateus Leme, 4700 (Parque São Lourenço)
Entrada franca

39 NOTÍCIA – OFICINAS PRODUZEM LIVROS DE HAICAI EM PARANAGUÁ

Oficinas do projeto “Pontes de Cultura”, patrocinado pela lei de incentivo de Paranaguá produzirão 300 livros artesanais com poemas do tipo haicai. As oficinas orientadas por Marília Kubota e Lauro Borges finalizam o projeto, iniciado em fevereiro deste ano, com parcerias com a Fundação Municipal de Cultura de Paranaguá, Secretaria Municipal de Educação/Semedi e Associação Beneficente Cultural e Esportiva Nipo-brasileira de Paranaguá com a Revista MEMAI.

Oficina que produziu capa de livros.
Oficina que produziu capa de livros, com orientação do  artista Lauro Borges. Foto: Maria Carolina Felício.

Duas oficinas do projeto “Pontes de Cultura”, patrocinado pela lei de incentivo municipal da Prefeitura de Paranaguá produziram 300 livros artesanais com poemas do tipo haicai. As oficinas de haicai e publicação de livros, orientadas pela poeta Marília Kubota e pelo artista plástico Lauro Borges finalizam o projeto, iniciado em fevereiro deste ano, com parcerias com a Fundação Municipal de Cultura de Paranaguá, Secretaria Municipal de Educação/Semedi e Associação Beneficente Cultural e Esportiva Nipo-brasileira de Paranaguá com a Revista MEMAI.

O projeto comemorou, pela primeira vez, na cidade o Dia da Imigração Japonesa em Paranaguá, no dia 19 de junho, em alusão à data histórica da chegada dos imigrantes japoneses ao Brasil, que aconteceu no dia 18 de junho de 1908. Em 2015, o evento também comemorou os 120 anos de Tratado de Amizade e Comércio Brasil-Japão.

“Pontes de Cultura” tem como objetivo disseminar a cultura japonesa para novos públicos. As oficinas de haicai e publicação de livros aconteceram em dez escolas DE tempo integral do município, escolhidas entre as turmas de professoras que participaram dos cursos de formação (oficinas) realizadas em 19 de junho.

Uma exposição, com data ainda a ser definida, mostrará, no hall da Biblioteca Mário Lobo, os livros produzidos nas oficinas. As capas, feitas de cartolina, foram produzidas nas oficinas de publicação de livros, orientada por Lauro Borges: “Dialogar com as professoras antes e durante o contato com os alunos/crianças foi muito produtivo. Fica a certeza do quanto é benéfico o uso das linguagens artísticas nas escolas. Nossa proposta para uma construção coletiva e colaborativa de uma publicação de poesia é uma oportunidade para se tratar das muitas questões e etapas da palavra, da escrita, ilustração e leitura.” Os haicais – poesia em forma poética japonesa – foram escritos em oficinas orientadas pela poeta Marília Kubota: “Foi uma grande experiência dar oficinas de haicai para crianças pequenas em Paranaguá. A criação de livros e poemas pelas mãos das próprias crianças funciona como um estímulo às atividades de leitura e arte. Espero poder dar continuidade a esse projeto envolvendo a cultura japonesa e a comunidade nipo-brasileira”, diz.

Os livros devem ser montados no mês de novembro e estarão em exposição no Hall da Biblioteca Mário Lobo, em data ainda a ser definida.

Na oficina da poeta Marilia Kubota, as crianças escreveram haicai. Foto: Maria Carolina Felíciio.
Na oficina da poeta Marilia Kubota, as crianças escreveram haicai. Foto: Maria Carolina Felíciio.

38 NOTICIA – FULBRIGHT PESQUISA A "MARCA" DE OLHOS ORIENTAIS

Pesquisa da Fundação Fullbright quer investigar como funciona a marcação da diferença racial pelos olhos dos descendentes de orientais na comunidade de Curitiba

Logomarca do projeto Racialeyes
Logomarca do projeto Racialeyes

Uma pesquisa patrocinada pela Fundação Fulbright entitulada Racialeyes tem como foco a comunidade asiática em Curitiba, destacando os  olhos amendoados, característicos da etnia dos orientais. A pesquisa está sendo conduzida por Mia Yamashiro e Laura LI, ambas bolsistas da fundação no Brasil. O título do projeto é um trocadilho com a palavra  racialize, da língua inglesa. “Raça é um dos aspectos que define a sociedade nos EUA e observamos que olhos (eyes)  são, historicamente,  uma característica física  usada para marcar os orientais e descendentes como o outro“, explica Laura Li, que é sino-americana.  “Por  outro lado, o Brasil por vezes, é caracterizado como uma sociedade pós-racial, portanto a gente decidiu investigar mais sobre a sistema aqui para comparar com as experiências da diáspora nos EUA.”, acrescenta a pesquisadora, que também é professora de Inglês.

As pesquisadoras entrevistaram e tiraram fotos de 14 brasileiros de ascendência asiática de etnias e gerações diferentes para saber mais sobre suas experiências, identidades e pontos de vista. O resultado final é produzir um e-book que envolve todo o material coletado, inclusive fotos, vídeos, arte, poemas pelos participantes. Através desse projeto queríamos que a visibilidade e conhecimento sobre essa comunidade aumente entre outros brasileiros.

Mia explica que Racialeyes é um projeto que nasceu de frustração e raiva: “Como uma mulher asio-americana, eu me sentia frequentemente mal por ser tratada como objeto, tipo exótico e sofrer  inofensivas  microagressões, de forma que a etnia tronou parte de minha identidade. Não que eu ficasse à flor da pele, mas eu me sensibilizava e investia contra sinais de racismo.” O projeto no Brasil, aprovado pela Fundação Fullbright é uma continuação de uma pesquisa que Mia começou no Equador, quando  intercambista. Ela estudou o quanto o racismo afeta o sistema de educação, especialmente na educação infantil, em  Quito.

Laura conta que no EUA é ativista do Movimento de Asiáticos do Pacífico Isolados e esperava fazer o mesmo em Curitiba, por causa da grande comunidade de descendentes de orientais: “Mas não descobri exatamente o que buscava.  Conceitos sobre raça e racismo são muito diferentes no Brasil, tão diferentes que, com frequência, eu ficava desanimada. Enquanto nos EUA eu lido com o que considero formas muito agressivas de racismo, isto pode ser colocado em outro nível no Brasil, onde o racismo não existe, a menos que você seja negro ou negra. Então quando as pessoas puxam os olhos para mim, me chamam de Japa, me falam sobre comida japonesa (porque realmente a comida asiática é intercambiávele), e também confusamente me chamam de chocolate nas ruas, eu penso duas coisas: 1) tanta raiva e 2) inútil porque como mulher estrangeira  não quero chamar atenção para mim mesma e 3) desde que se é invisível, o racismo não nos afeta. Assim, em vez de romper com ofensas casuais despejadas na rua, resolvemos colocar nossas energias nesse projeto.”

De acordo com a página do projeto, raça (ou etnia) continua no centro das discussões em muitos países, como Estados Unidos e Brasil. Eventos recentes nos Estados Unidos e Brasil chamam a atenção pelo espaço que há para a união entre diferentes culturas . Racialeyes pretende contar histórias de descendentes de asiáticos, através de sistemas multimídia (vídeo, internet),  focando experiências e identidades desta comunidade no Brasil.

Mia faz parte da terceira geração de hafu (como se chama quem descende apenas de um dos pais japoneses. A palavra é abreviatura de half-japanese, meio japonês), nascida em Londres. Ela cresceu em Tóquio e fez faculdade na California e agora vive em Nova Iorque. Embora tenha vivdo apenas 5 anos nos Estados Unidos, considera-se uma nipo-americana (nikkei).

Laura faz parte da primeira geração de sinoamericanos mulheres cujos pais imigraram para os Estados Unidos nos anos 80. Faz também parte da primeira geração de estudantes universitários . Mia e Laura dão aulas de Inglês na Universidade Federal do Paraná, como parte do programa de intercâmbio da Fullbright.

35 NOTÍCIA | AINDA II CONCURSO DE CONTOS BUNKYO

Até o dia 30/09 continua  abertas as inscrições para o II Concurso Bunkyo de Contos. A participação é gratuita e, nesta edição, o tema é “encontro entre as culturas brasileira e japonesa”.

Já foram recebidas cerca de 60 inscrições, inclusive da Inglaterra, Japão e Portugal, além de 11 estados brasileiros. Interessados  podem inscrever até dois contos, de sua própria autoria, que devem ser inéditos em qualquer das formas de mídia possíveis.

Como o concurso é de ficção, os concorrentes terão inteira liberdade de criação, desde que abordem situações que se enquadrem no tema proposto. Os textos devem ser escritos, no máximo, com 12 mil toques (contados os espaços) e não devem conter qualquer forma de identificação do autor.

Os contos devem estar em arquivos separados, nomeados pelo título da estória, e precisam ser encaminhados juntamente com a ficha de inscrição para o e-mail concurso@bunkyo.org.br até as 18h do dia 30 de setembro de 2014.

Aos três primeiros colocados deste concurso correspondem os prêmios de R$2.000,00; R$1.500,00 e R$1.000,00, conforme o regulamento abaixo.

– Baixe aqui a ficha de inscrição e o regulamento completo do II Concurso Bunkyo de Contos

Este é um evento realizado pela Comissão de Atividades Literárias – Seção de Língua Portuguesa (CAL-P).

33 NOTÍCIAS | CONCURSO DE LITERATURA DO BUNKYO RECEBE INSCRIÇÕES

https://www.flickr.com/photos/sumi-e/
https://www.flickr.com/photos/sumi-e/

Até 31 de agosto estão abertas inscrições para  o “Prêmio Bunkyo de Literatura” e para o “II Concurso Bunkyo de Contos”.  O Prêmio Bunkyo prestigia  obras publicadas nos últimos anos, tanto em língua japonesa como portuguesa. Neste ano estará premiando as melhores publicações de Haicai (forma poética de origem japonesa) editadas entre 2012 e 2013.

Depois de alcançar pleno sucesso em sua 1ª edição, com 184 contos inscritos de várias localidades do país e do exterior,o Bunkyo lança a 2ª edição do Concurso Bunkyo de Contos. Para 2014, os contos serão do gênero fantástico dentro do tema: “encontro entre as culturas brasileira e japonesa”. Como o concurso é de ficção, os concorrentes terão inteira liberdade de criação, desde que abordem situações que se enquadrem no tema proposto.

Para participar do concurso de livros de haicai, interessados devem encaminhar inscrição com três exemplares da obra (não serão aceitas fotocópias ou exemplar digital), para a Secretaria do Bunkyo. Veja regulamento  e baixe a ficha de inscrição do Prêmio Bunkyo de Literatura . Mais informações pelo telefone  (11) 3208-1755

Para participar do Concurso de Contos, cada candidato pode inscrever até dois contos, de sua própria autoria,  inéditos em qualquer das formas de mídia possíveis. Os contos  devem ser encaminhados  com a ficha de inscrição para o e-mail concurso@bunkyo.org.br .Aos três primeiros colocados deste concurso correspondem os prêmios de R$2.000,00; R$1.500,00 e R$1.000,00, conforme o regulamento. Baixe a ficha de inscrição e o regulamento  do II Concurso Bunkyo de Contos

33 NOTÍCIAS | ABERTAS INSCRIÇÕES PARA BOLSAS NO JAPÃO

Universidade de Tóquio.
Universidade de Tóquio.

Continuam abertas até 30 de junho as inscrições para bolsas de estudos oferecidas pelo Ministério de Negócios Exteriores do Japão (MEXT). Estão sendo ofertadas bolsas para cursos de graduação, curso técnico superior e curso profissionalizante. As provas e entrevista são julho, mês em que também será divulgado o resultado. As bolsas são para o período de 2015 e o ano letivo começa em abril.

Os pré-requisitos são ter nacionalidade brasileira, ensino médio completo até dezembro de 2014; ter de 17 a 21 anos de idade em 1 de abril de 2015 (nascidos entre 02/04/1993 e 01/04/98), ter bom domínio da língua inglesa ou japonesa, disposição para aprender a língua japonesa e assistir aulas nesse idioma, recomendável conhecimento básico da língua japonesa.

A remuneração será no valor de 117.000 ienes, aproximadamente R$ 2.769 por mês. Dependendo da região, o valor mensal poderá ser acrescido de 2.000 a 3.000 ienes. Valores sujeitos à alteração. A bolsa arca com as passagens de ida e volta e isenção de taxas acadêmicas.

Veja especificidades sobre as bolsas oferecidas em cada modalidade:

Bolsa de Graduação

O interessado deve cursar a graduação em uma universidade japonesa, com duração de 5 anos. Inclui curso preparatório de língua japonesa e outras disciplinas durante o primeiro ano. A duração será de cinco anos (abril de 2015 a março de 2020). Para as áreas de odontologia, veterinária e medicina, a duração será de sete anos.

Bolsa de Escola Técnica

A bolsa para cursar a escola técnica no Japão, com duração de 4 anos, inclui curso preparatório de língua japonesa e outras disciplinas durante o primeiro ano. A duração é de quatro anos (abril de 2015 a março de 2019). As áreas de estudo são engenharia de materiais, engenharia mecânica, engenharia da informação, da comunicação e network, engenharia elétrica e eletrônica, engenharia marítima, arquitetura e engenharia civil.

Bolsa de Curso Profissionalizante 

O curso profissionalizante no Japão terá duração de três anos. Consiste no preparatório de língua japonesa e outras disciplinas durante o primeiro ano e, no profissionalizante, nos dois anos seguintes. As áreas de estudo serão engenharia civil, secretariado, arquitetura, administração, hoteleira, engenharia elétrica, turismo, eletrônica, moda, telecomunicação, design, nutrição, fotografia e educação infantil.

32 NOTÍCIA | INSCRIÇÕES ABERTAS PARA CONGRESSO DE ESTUDOS JAPONESES

32eventosimagem12Até 10 de agosto estão abertas inscrições para o XXIII ENPULLCJ / X CIEJB, congresso internacional de Estudos Japoneses, que dessa vez acontece na Universidade Federal do Rio de Janeiro, nos dias 11 e 12 de setembro. Desde 1989 a Universidade de São Paulo (USP) realizava eventos científicos para divulgar  pesquisas acadêmicas na área de Estudos Japoneses  no Brasil. A partir de 1998, o congresso passou a ter caráter itinerante. O tema deste ano é  “Estudos Japoneses: Modernidade e Contemporaneidade“. O destaque é para economia política e culturalismo.

Podem participar do congresso professores, pesquisadores, estudantes de pós-graduação e graduação. É preciso ser associado da ABEJ para poder apresentar trabalho. Alunos de graduação também precisam ser associados, caso queiram apresentar pôster. Valores das inscrições de R$ 20 a R$ 80.

Palestrantes convidados :

Prof. Alexandre Uehara (política externa japonesa, das Faculdades Integradas Rio Branco);
Prof. Ernani Shoiti Oda (nacionalismo, etnicidade, identidade e migração internacional, da Universidade de Campinas);
Prof. Kotaro Horisaka (Professor Emérito da Universidade Sophia, relações entre Brasil e Japão);
Prof. Leiko Matsubara Morales (Ensino de língua japonesa, da Universidade de São Paulo);
Prof. Masaki Ono (Linguista da língua japonesa, da Universidade de Tsukuba);
Prof. Regina Yoshie Matsue (Antropologista com pós-doutorado em Estudos Japoneses na Universidade Nacional de Singapura);
Prof. Tomoyo Shibahara (ensino de língua japonesa, da Fundação Japão de São Paulo);
Prof. Yasushi Watanabe (política cultural e diplomacia cultural, da Faculdade de Estudos de Informação e do Meio Ambiente, Pós-Graduação em Mídia e Governo, da Universidade Keio);
Prof. Yoshitaka Hibi (Literatura japonesa, da Universidade de Nagoya);
Prof. Yuki Mukai (Linguística aplicada e ensino-aprendizagem de língua japonesa, da Universidade de Brasilia).