33 PESQUISA | PESQUISADORAS LANÇAM LIVRO SOBRE ESTUDOS JAPONESES

Capa do livro. Imagem: divulgação.
Capa do livro. Imagem: divulgação.

Está disponível para download o livro Dô – Caminho da arte – Do belo do Japão ao Brasil ,  organizado pelas pesquisadoras Neide Hissae Nagae, Cecília Kimi Jo  Shioda e  Eunice Vaz Yoshiura . Os temas dos artigos são  trajetória da música okinawana, a formação de alguns grupos de haikai, as experiências brasileiras de teatro e dança no cruzamento com as estéticas japonesas, os significados do shodô (caligrafia japonesa), a relação entre arte e religião, as artes da terra de origem e os conhecimentos de arte budista e das estéticas provenientes da literatura japonesa.

O objetivo dos artigos é incluir o olhar brasileiro na arte e na cultura japonesas ou do olhar japonês na arte e na cultura brasileiras proporciona um rico cruzamento de visões e procedimentos distintos, extremamente originais e desconhecidos até então em outros lugares. O livro está disponível aqui.

Cecília Kimi Jo Shioda é professora e pesquisadora do curso de graduação em Japonês do departamento de Letras Modernas da Faculdade de Ciências e Letras (FCL) da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), campus de Assis. Eunice Vaz Yoshiura é professora e e pesquisadora da Faculdade Messiânica da Fundação Mokiti Okada (MOA), com mestrado e doutorado em Artes pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). Neide Hissae Nagae é professora e pesquisadora do curso de graduação em Japonês e de pós-graduação em Língua, Literatura e Cultura Japonesa do departamento de Letras Orientais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).

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33 HAICAI | PARTICIPE DO CONCURSO MASUDA GOGA

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“Coruja” é o tema do concurso

Até o dia 29 de agosto continuam abertas as  inscrições de trabalhos para o 7º CONCURSO DE HAICAI “MASUDA GOGA”, promovido pela Associação  Cultural Nikkei  Bungaku  do  Brasil, e Grêmio Ipê Amarelo.  Esse concurso não tem prêmio em dinheiro, mas as inscrições são gratuitas e o selecionado pode ser publicado em livro.  Podem participar jovens até  15 anos e  adultos, com mais de  15 anos.

O concurso foi instituído para celebrar a memória de Masuda Goga  (1911‐2008). O poeta foi mestre  de  haicai  em  japonês  e  português. Jornalista,  escritor  e  artista plástico, um dos fundadores,  em  1987, do Grêmio Haicai  Ipê.  Em 2004, recebeu o  “Masaoka  Shiki International Haiku Prize”, por seu esforço na divulgação do haicai no Brasil. 

Os haicais devem ser inéditos de  autoria própria. O poema não deve ter título, ter três versos  de aproximada 5, 7 e 5 sílabas. O tema escolhido deve constar, obrigatoriamente, de um dos versos.

O tema  do  7º  Concurso  de  Haicai  “Masuda  Goga”  é  “Coruja”.  Esta  palavra  deve  constar obrigatoriamente no texto do haicai. Os trabalhos deverão ser inscritos exclusivamente por via postal.  O haicai deve ser digitado numa folha A4,  e no rodapé,  constar nome, categoria (infanto‐juvenil ou adulto), endereço postal, telefone para contato e email.

Coloque em um envelope e envie para:

Nikkei Bungaku do Brasil – A/C 7º Concurso Masuda Goga
Rua Vergueiro, 819, sala 2 -São Paulo, SP -01504‐001 Associação

Cada classificado receberá, como prêmio, um diploma e um exemplar da revista Brasil Nikkei Bungaku.  Os resultados serão divulgados pela internet, a partir de 15 de outubro nos endeeços http://www.nikkeibungaku.org.br e www.kakinet.com/bnb.

Sobre a Associação Cultural e Literária Nikkei Bungaku do Brasil

Fundada  em  1966,  a  Associação  Cultural  e  Literária  Nikkei  Bungaku  do  Brasil  cujo  objetivo  original  era  a promoção da literatura em língua japonesa produzida no Brasil. Recentemente  passou  a promover também a literatura escrita em língua portuguesa. Publica, com três edições por ano, a revista Brasil Nikkei Bungaku, onde divulga  trabalhos em prosa e poesia , em japonês e português. Tem sede em São Paulo.

Sobre o Grêmio Haicai Ipê

Fundado em 1987, o Grêmio Haicai Ipê (www.kakinet.com/ipe) é a primeira associação de poetas brasileiros dedicada a estudar e praticar o haicai.  Tem sede em São Paulo, onde seus membros se reúnem mensalmente. Seus membros participam ativamente de iniciativas de promoção e divulgação do haicai em língua portuguesa, e da tradução e do estudo do haicai japonês.

33 POP | MAIS UM COLABORATIVO DO LOBO LIMÃO

batsuman_ad2Até  15/07,  o Estúdio LoboLimão quer arrecadar R$ 10 mil pelo site Catarse para financiar seu novo projeto colaborativo. Dessa vez,  é para produzir  a HQ Batsuman – Ano Um (e dois também).    O personagem,  criado pelos artistas Yoshi Itice e Kendy Saito há mais ou menos 10 anos, é uma espécie de “Batman errado”. Em japonês, “batsu”, representado pelo X, significa errado, ou seja, o Batsuman é, literalmente, um Batman errado.

O LoboLimão já  financiou dois projetos colaborativos,   o MAKI e o Last RPG Fantasy (que recebeu o troféuAngelo Agostini como Melhor Publicação Indepentende de 2012). Do total do financiamento do novo projeto,  67% será destinado para a impressão de MIL exemplares com 64 páginas COLORIDAS; 13% ficam com o Catarse e o Moip; e os 20% restantes vão pagar quase todo o frete e recompensas da campanha. Veja a página do projeto no Catarse. Para ver as tirinhas do Batsuman, clique aqui.

33 GASTRONOMIA | INVERNO PEDE TONJIRU

Hoje quero contar uma pouco da minha experiência em cozinhar um caldo muito rico e substancioso da gastronomia japonesa, o Tonjiru (豚汁)ou Butajiru. Há alguns meses, eu e os chefs Fernando Matsushita e Ilza Miura preparamos este cozido que incorpora tantos ingredientes saborosos quanto saudáveis para um grupo de pessoas interessadas em conhecer um pouco mais dos pratos clássicos da cozinha japonesa. Contarei neste e nos próximos textos uma série de receitas que são um exemplo de comidas da obachan, como conhecemos as preparações adaptadas ou realizadas pelas avós nipo-brasileiras, e que agradam os mais variados os paladares.

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Foto: Luiza Freire.

O Tonjiru é um destes pratos e é a cara do inverno, perfeito para estes dias mais frios onde o corpo solicita um adicional de calor e energia oriundo dos alimentos.  No preparo deste prato é possível encontrar um mix de texturas e sabores muito peculiares, porém sutis e de elevado teor calórico e uma ótima fonte de fibras. Um contraste interessante entre o sabor do caldo e o aerado do ague tofu mais a cremosidade do satoimo (inhame) e de todos os pedaços de legumes e vegetais que compõe esta receita. Um elemento de característica japonesa acentuada é o missô (pasta de soja) utilizada generosamente no tempero do caldo. Optamos no preparo do prato em usar o shiro missô, mais leve e mais próximo do utilizado no Japão que tem um teor mais reduzido de sal.

 Imagem: Gerson Carvalho.
Imagem: Gerson Carvalho.

A origem do Tonjiru é chinesa e no Japão é apreciado em diversas regiões, especialmente as mais frias, como em Hokkaido (norte). Lá mesmo é possível encontrar o caldo nas principais redes de fast food como o Yoshinoya. O resultado da nossa preparação para o grupo de comensais foi ótimo. Muito bem recebido e apreciado aqueceu o paladar destas pessoas e ficou marcado como um prato saboroso, versátil e muito nutritivo.

ITADAKIMASU (いただきます)!

RECEITA

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Luiza  Freire nutre desde a infância a paixão pela cultura e a gastronomia japonesas. Quando não está cozinhando, é pesquisadora na área de educação e políticas educacionais brasileiras.

33 RECEITA | TONJIRU

Tonjiru (Butajiru)Apesar da lista extensa de ingredientes é um caldo de média dificuldade de preparo. O segredo está em cozinhar bem a carne de porco, usar o missô conforme o gosto (em maior ou menor quantidade) e cozinhar lentamente todos os ingredientes.

INGREDIENTES

  • 2 litros de caldo katsuo dashi
  • 1Kg de pernil de porco cozido (reserve o caldo)
  • 1 daikon médio (nabo)
  • 4 unidades de cenoura
  • 5 unidades de satoimo (inhame)
  • 4  unidades de gobô (raiz de bardana)
  • 2 unidades de cará
  • 100g de shiitake fresco
  • 130g de konnyaku (massa de batata)
  • 80g de age tofu
  • 80g de naga negi (cebolinha oriental)
  • 2 colheres de sopa de óleo de gergelim
  • 2 colheres de sopa gengibre ralado
  • 4 a 6 colheres de sopa de missô (conforme porcentagem de sal do misô)
  • 3 colheres de chá de saquê mirin
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • Shichimi togarashi à gosto (mistura de especiarias com sete ingredientes e pimenta)
  • 2 unidades de kamaboko ou tikuá (massa de peixe)
  • 2 unidades de cebola cortada em pétalas grandes

*Opcional: 3 unidades de batata-doce

Chef Zazá preparando o Tonjiru / IMAGEM: GERSON CARVALHO.
Chef Zazá preparando o Tonjiru / IMAGEM: GERSON CARVALHO.

PREPARO:

No dia anterior cozinhe na panela de pressão o pernil de porco com a cebola e parte do missô até que fique macio e desfiando, em média duas a três horas em fogo baixo. Reserve.

No dia do preparo do caldo, dissolva o dashi de katsuo em dois litros de água e nele insira o satoimo picado em pedaços grandes, a bardana, o konnyaku, o kamaboko, o ague tofu, o daikon em rodelas, o pernil com o caldo, a cenoura, o saquê, o missô e o açúcar. Cozinhe em fogo baixo até que todos os ingredientes estejam tenros. Aos poucos acerte o missô e no momento de servir coloque a pimenta togarashi, o gengibre, o óleo de gergelim e a cebolinha picada.

RENDIMENTO: 15 porções.

33 IMIN | A HISTÓRIA DE OBACHAN

Em homenagem ao Dia da Imigração Japonesa, que lembra o  18 de junho de 1908, data da chegada da primeira leva de imigrantes japoneses ao Brasil, publicamos um capítulo do livro infanto-juvenil “A camisa amarela da seleção brasileira”. de Gilson Yoshioka e Myriam Chinalli.

A caminho do prédio de sua avó, próximo ao metrô Liberdade, com um pedaço de bolo preparado pela mãe, Marcelo encontrou as ruas mais vazias do que de costume.

Logo ao chegar à praça da Liberdade, o garoto se impressionou com a sua beleza. Era a época do Tanabata Matsuri, o Festival de Estrelas. O espaço estava repleto de grandes bambus com os tanzaku, papéis coloridos em que os visitantes escreviam pedidos. Além disso, havia outros enfeite pendurados nas luminárias e em postes.

Marcelo pegou um folheto que explicava a antiga lenda japonesa:

“Próximo à via Láctea, a linda Orihime, a princesa tecelã, foi apresentada ao belo Kengyu, o jovem tecelão, segundo uma antiga lenda. Os dois passaram a viver apenas em função de seu romance, enquanto todas as obrigações eram deixadas de lado. Furioso, o pai de Orihime obrigou os jovens a morar em lados opostos da Via Láctea. Após ver o sofrimento da filha, o pai permitiu que o casal se encontrasse somente uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês. Porém, havia uma condição: que eles atendessem a todos os pedidos dos habitantes da Terra nessa data.

Marcelo vibrou com a sorte de ter escolhido aquele sábado para a visita. Aproveitou para escrever um pedido e pendurar num dos bambus. Andou um pouco e logo avistou a obaachan fazendo ginástica e alongamento entre um grupo de idosos.

Seguindo as ordens gravadas em japonês  em meio a uma música suave, os participantes executavam movimentos harmoniosos do radio taissô.

– Obaachan! – gritou Marcelo.

Surpresa, a avó se despediu rapidamente dos colegas e foi abraçar o neto. Nunca tinha recebido uma vista tão cedo, e isso merecia u  café da manhã caprichado! Assim, teriam tempo para conversar.

Enquanto a avó punha a mesa, Marcelo via da janela do apartamento o mar de conreto do centro da cidade.

– Obaachan, radio taissõ quer dizer “ginástica do rádio”?

– Isso mesmo, Marcelo!

– A senhora pratica todos os dias?- Sim, praticamos os exercícios todas as manhãs bem cedo e, assim, ficamos mais alegres e dispostos. Aqui usamos gravações, mas no Japão, a transmissão é feita diariamente por uma rádio do governo japonês.

Enquanto tomavam ban-chá, o chá verde japonês, e comiam o bolo trazido pelo menino, ele e a avó falavam sobre a escola e as pessoas da família. Em certo momento da conversa, ela lhe perguntou delicadamente:

– Marcelo, me conte o que fez você vir tão cedo me visitar.

O garoto foi aos poucos contando sobe o aniversário do Fernandito. E a avó ouvia com o olhar atento e interessado a narração do neto.

Depois de alguns momentos de silêncio, ela disse:

– Não ligue para essas brincadeiras de mau gosto, o importante é que você soube se defender.

Marcelo sentiu, então, que poderia colocar as dúvidas, os questionamentos, as reflexões em dia.

– Por que a senhora veio para o Brasil ?

A avó deu um sorriso e, percebendo que a conversa seria longa, se preparou para contar a história de sua vida. Explicou que o Japão e o mundo inteiro estavam em crise, e a solução encontrada foi trabalhar com agricultura no Brasil. Ela e a família chegaram em 1931, alguns anos após o início da imigração japonesa ano Brasil, em 1908.

No porto de Kobe, no Japão, ela e o ojiichan Goro, o avô de Marcelo, suas quatro crianças e uma tia embarcaram no navio La Plata Maru e, após sessenta dias de viagem, chegaram ao porto de Santos, no litoral de São Paulo. O governo brasileiro exigia que cada família estrangeira tivesse pelo menos três adultos para trabalhar na lavoura.

– Os imigrantes queriam ficar alguns anos, juntar dinheiro e voltar para o Japão, mas isso não deu muito certo – contou a obaachan.

– Não imaginávamos as dificuldades seriam tão grandes. A língua, a comida, o clima, os costumes eram totalmente diferentes. Além disso, ganhávamos muito pouco. Fomos explorados em algumas fazendas.

– Como a família conseguiu aguentar, obaachan?

– Alguns de nossos parentes mudaram de cidade várias vezes até conseguir condições mais justas. Também, com o início da Segunda Guerra munidal, em 1939, a situação ficou mais difícil para os japoneses e os filhos deles…

A obaachan explicou que, na época, o Brasil apoiava os Estados Unidos, que estavam em guerra contra o Japão, a Itália e a Alemanha. Os descendentes de japoneses, italianos e alemães estavam proibidos de falar o próprio idioma no Brasil. Nesse momento, esses imigrantes, principalmente os japoneses e seus descendentes, por serem facilmente identificados, sofreram muito preconceito.

– Obaachan, por que a senhora resolveu ficar para sempre no Brasil?

– O Japão se rendeu após os Estados Unidos lançarem as bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki. O país foi destruído, e não teríamos oportunidades por lá. Assim, os filhos dos imigrantes japoneses começaram a estudar português para se adaptar melhor à sociedade e contribuir para o desenvolvimento do Brasil.

Avó e neto se abraçaram felizes após aquela long conversa. Marcelo percebeu a grande força vital de sua obaachan e estava orgulhoso da história de sua família. Voltou para casa mais feliz do que nunca e , agora, com mais um sonho: escrever, no futuro, um livro sobre a história da imigração japonesa.

O garoto se sentiu mais fortalecido para enfrentar certas situações de humilhação como aquela do aniversário. Percebeu que algumas crianças, ignorantes da própria história e das dificuldades de seus antepassados, precisavam conhecer e respeitar mais a diversidade de raças, etnias e culturas do povo brasileiro.

(“A camisa amarela da seleção brasileira”, de Gilson Yoshioka e Myriam Chinalli. Ilustrações de Rafael Anton. Editora Gaivota, 2014).

 

33 NOTÍCIAS | CONCURSO DE LITERATURA DO BUNKYO RECEBE INSCRIÇÕES

https://www.flickr.com/photos/sumi-e/
https://www.flickr.com/photos/sumi-e/

Até 31 de agosto estão abertas inscrições para  o “Prêmio Bunkyo de Literatura” e para o “II Concurso Bunkyo de Contos”.  O Prêmio Bunkyo prestigia  obras publicadas nos últimos anos, tanto em língua japonesa como portuguesa. Neste ano estará premiando as melhores publicações de Haicai (forma poética de origem japonesa) editadas entre 2012 e 2013.

Depois de alcançar pleno sucesso em sua 1ª edição, com 184 contos inscritos de várias localidades do país e do exterior,o Bunkyo lança a 2ª edição do Concurso Bunkyo de Contos. Para 2014, os contos serão do gênero fantástico dentro do tema: “encontro entre as culturas brasileira e japonesa”. Como o concurso é de ficção, os concorrentes terão inteira liberdade de criação, desde que abordem situações que se enquadrem no tema proposto.

Para participar do concurso de livros de haicai, interessados devem encaminhar inscrição com três exemplares da obra (não serão aceitas fotocópias ou exemplar digital), para a Secretaria do Bunkyo. Veja regulamento  e baixe a ficha de inscrição do Prêmio Bunkyo de Literatura . Mais informações pelo telefone  (11) 3208-1755

Para participar do Concurso de Contos, cada candidato pode inscrever até dois contos, de sua própria autoria,  inéditos em qualquer das formas de mídia possíveis. Os contos  devem ser encaminhados  com a ficha de inscrição para o e-mail concurso@bunkyo.org.br .Aos três primeiros colocados deste concurso correspondem os prêmios de R$2.000,00; R$1.500,00 e R$1.000,00, conforme o regulamento. Baixe a ficha de inscrição e o regulamento  do II Concurso Bunkyo de Contos