28 KINEMA | MOSTRA DE CINEMA NIKKEI: CURTAS CONTEMPORÂNEOS

Cena de "O samurai de Curitiba".
Cena de O samurai de Curitiba.

Na próxima sexta-feira (25), a MOSTRA DE CINEMA NIKKEI, promovida pelo MEMAI com o apoio do Consulado Geral do Japão em Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba abre com uma sessão de curta-metragens dos cineastas Olga Futemma, Rodrigo Grota, Roberval Machado e Edson Takeuti.

De Olga Futemma, a mostra apresenta Retrato de Hideko e Chá verde e arroz. Retrato de Hideko trata do mito da boneca perdida típica à mulher do dia-a-dia, quatro gerações da mulher japonesa: a luta pela sobrevivência, o culto às tradições, a adaptação à cidade e a diluição cultural. Chá verde e arroz tem como tema o cinema ambulante japonês nas comunidades do interior paulista, no final da década de 50. Ex-benshi (narrador de filmes japoneses) e seu assistente visitam uma pequena cidade e promovem uma sessão. Tudo é acompanhado por Jo, um garoto que adora cinema.

De  Rodrigo Grota, serão exibidos Haruo Ohara e Satori Uso.  O primeiro é uma biografia lírica do Biografia do fotógrafo japonês radicado em Londrina, Haruo Ohara (1909-1999). O diretor remonta algumas cenas de fotografias que se tornaram famosas na obra de Haruo, como a do lavrador empunhando a enxada para o céu e a da menina saltando de sombrinha. Já Satori Uso simula, em ambientação de filme noir, um documentário sobre um poeta que nunca existiu apresentado por um cineasta imaginário: Jim Kleist. Inspirado na obra poética de Rodrigo Garcia Lopes (autor dos haicais).

De José Roberval Machado, o documentário O samurai de Curitiba, sobre o roteirista e desenhista Claudio Seto, com enfoque na sua produção de histórias em quadrinhos publicadas nas editoras Edrel e Grafipar entre os anos 60 e 80. Seto dedicou-se a diversos estilos de histórias, como de samurais, de terror, policiais e eróticas. Além dos enredos, foi um dos pioneiros do estilo mangá no Brasil, através da revista O Samurai, publicada na década de 60 pela Edrel. O filme também aborda a questão da censura, já que a publicação dos quadrinhos ocorria durante o governo militar e a maioria das histórias possuía teor erótico.

O Gralha  – O ovo ou a galinha, de Edson Takeuti (Tako-x)  presta homenagem aos super-heróis americanos, de forma irreverente  e com cor local.  Mais uma aventura do super-heroi curitibano em luta eterna contra seu inimigo mortal, O Craniano. O filme foi feito em 2002, depois de Tako-x participar de um curso com Tizuka Yamasaki. Ele escreveu e dirigiu um “live-action” , um filme com atores representando personagens de HQ.  Tako-x fez  mais 2 curtas: O Gralha e o Oil-Man – Um Encontro Explosivo e”O Apêgo.

24 ENTREVISTA | TAKO-X, O CRIADOR DE HERÓIS

Caricatura de Tako-x, feita por...
Caricatura de Tako-x, feita por ele mesmo.

Por Marilia Kubota

Tako X nasceu em Curitiba, em 1965 como Edson Ossamu Takeuti. Começou a fazer quadrinhos aos 18 anos, publicando as primeiras tiras no jornal O Estado do Paraná . Já aos 20 anos, era contratado da  revista MAD brasileira. Seu personagem mais conhecido, o Marco, foi publicado de 1989 a 2002 no jornal A Gazeta do Povo, do Paraná. Trabalhou no Japão de 1990 a 1994, em Tóquio, como ilustrador comercial para diversas editoras e agências de publicidade. De volta ao Brasil em 1995, montou seu próprio estúdio de arte em Curitiba.  Voltou a colaborar com a MAD (onde desenha sátiras e algumas capas) e ainda desenhou diversas HQs do super-herói O Gralha, sendo um dos seus criadores.  Em 2002 roteirizou e dirigiu o curta metragem live-action O Ovo ou a Galinha – uma aventura do Gralha (Melhor Filme do Festival de Cinema de Curitiba 2003 – Juri Popular).  Em 2004 retorna ao Japão, para a cidade de Nagoya, onde montou um estúdio de ilustração, atendendo clientes do mundo todo através da internet. Atualmente se encontra trabalhando com ilustração em sua cidade natal.

A seguir, MEMAI  entrevista sobre as aventuras, no Brasil e no Japão, com o herói dos quadrinhos de Curitiba.

Tako, você começou a fazer quadrinhos como profissional muito cedo, aos 18 anos. Como foi esse início ? Você ofereceu seu trabalho para o jornal O Estado do Paraná ?

Com 18 anos eu já fazia tiras de quadrinhos, fazendo parceria com um colega, o Marcelo Martins, com o qual desenvolvia personagens. No começo desenhávamos de graça, para o jornal O Estado do Paraná, para divulgar o trabalho. Na época eu já trabalha com arte-final, em publicidade.

Você estudou ilustração ou desenho de história em quadrinhos em algum curso formal ?

Não, fui autodidata. Comecei o curso de Design na Escola Técnica (Cefet) e saí, comecei outro curso de Auxiliar de Arquitetura no Colégio Estadual do Paraná. Só comecei e parei. Mas foram os dois cursos mais ligados a desenho que tinha na época. Eu me decepcionei com os cursos, porque a minha intenção era trabalhar com desenho artístico. E eu não sabia que existia Faculdade de Belas Artes em Curitiba (EMBAP), pela qual me formei em 2003.

Tako, com caricatura feita por Alê Mariano Martins.
Tako, com caricatura feita por Alê Mariano.

Você começou a desenhas as tiras em quadrinhos por conta própria.

Comecei a desenhar sozinho, no Colégio Estadual do Paraná. Daí foram surgindo personagens, como Dark Branto, o Kid Burger (o embrião do personagem Gralha) e o Débil Mental, que gostava de heavy metal. O Dark Branto era para o público adolescente, inspirado em nós mesmos – eu e Marcelo vestíamos  capa preta e curtíamos The Cure.  Também líamos o Chiclete com Banana, do Laerte e do Angeli. Enquanto tivemos gás para trabalhar com a tira, ficamos no jornal. Daí terminou a parceria com o Marcelo e começou com o Edu, o Eduardo Moreira Júnior.

Quem eram os seus heróis criadores  nas Histórias em Quadrinhos?

Poderia fazer uma lista enorme, mas o primeiro de todos, sem dúvida, é Walt Disney. Meu primeiro contato com quadrinhos foram os gibis de Tio Patinhas, Pato Donald, depois o Maurício de Souza, com a Mônica, o Cebolinha. A terceira fase foi a fascinação por super-heróis, as graphic novels de Frank Mueller, o Cavaleiro das Trevas. Eu lia um pouco Batman, Homem Aranha, mas só depois de conhecer o Mueller passei a admirar os super-heróis.  Já na ilustração, minha maior influência é o trabalho de Mort Drucker, desenhista de sátiras da MAD.

Com Edu você começou a desenhar o Marco, um personagem pelo qual vocês ficaram conhecidos.

O personagem Marco começou a ser publicado no encarte infanto-juvenil A Gazetinha, do jornal Gazeta do Povo. Também era um autorretrato, achávamos muito jovens para a idade. Eu já tinha 19 anos, mas parecia mais criança e o Edu, 13. Para trabalhar comigo, ele disse que era mais velho. (Risos). No começo, o Marcozinho (seu nome original) tinha 17 anos, mas se vestia com roupa de marinheiro, com a perna cheia de pelos. Depois  mudamos a idade dele para 10 anos.

Tira do Marco, o personagem mais famoso.

O Marco foi influenciado pelo  personagem Calvin, de Bill Waterson ? As crianças parecem ser os personagens ideais para a contestação da ordem vigente, como a gente vê nos personagens do Calvin, da Mafalda, do Quino, e mais recentemente, do Armandinho, fenômeno que explodiu na internet, criado pelo Alexandre Beck.

A maior influência vinha do Angeli. As tiras eram voltadas para o público  adolescente. A ideia inicial era fazer algo parecido com o Chiclete com Banana, depois  é que o Bill Waterson influenciou . O personagem criança é  um bom canal para veicular ideias adultas. A ideia de trabalhar com o Marco sempre foi que ele pudesse agradar tanto a crianças como a adultos. E quando descobrimos o Calvin, percebemos que ele trabalhava tanto com questões infantis como com questões adultas

Quando Marco apareceu na Gazeta do Povo ele foi inédito também por ser um personagem de HQ criado por autores do Paraná.

O  Claudio Seto já criava personagens de HQ inspirados nos mangás japoneses para a antológica Grafipar, como um personagem inspirado no Atom Boy, de Osamu Tezuka. Houve vários autores de HQ no Paraná, mas foram esquecidos. O Marco  continuou por 13 anos, de 1989 a 2002. No começo eu e Edu desenhávamos juntos. Quando fui para o Japão, em 1990, eu mandava as tiras em preto e branco e o Edu coloria à mão no Brasil. Depois,  o Edu passou a desenhar a tira sozinho, quando eu tinha muito trabalho com ilustração no Japão. E até Os Gêmeos (Renato e Roberto) passaram a criar as tiras. Nos últimos cinco anos, eu criava, escrevia o roteiro e desenhava as tiras sozinho.

Los trés amigos japoneses: Tako, Seto e Tadao Miaqui.
Los trés amigos japoneses: Tako, Seto e Tadao Miaqui.

Como é que você começou a trabalhar na MAD brasileira ?

Eu queria muito trabalhar na MAD. Por isso eu mandava desenhos, ilustrações, com esperança de ser publicado na seção Pretensão, voltada a iniciantes.  A MAD brasileira era editada pelo Ota de Assunção, e de vez em quando ele publicava um desenho meu. Esses desenhos já não eram de iniciante, aos 14, 15, 16 anos.   E o Ota mandou uma carta convidando para trabalhar como profissional. Fiquei feliz, mas ele não mandou nem um roteiro. Fiquei uns dois anos esperando um sinal. Quando fiz 18 anos, fui ao Rio e cobrei o trabalho. O Ota estava se candidatando a vereador no Rio e ajudei na campanha. Ele perdeu, mas eu ganhei o trabalho.

Você fazia sátiras a novelas brasileiras e enlatados americanos e até japoneses – Jaspion, por exemplo. Conte um pouco sobre essas sátiras.

O Jaspion foi uma sátira que fez muito sucesso. O roteiro da primeira sátira do Jaspion foi do Ota. Encheu o saco, porque tive que assistir os seriados do Jaspion, já adulto. Muitos nikkei começaram a ler a MAD por causa dessa sátira. E passei também a ser reconhecido nacionalmente por causa dessa sátira.

Capa da MAD brasileira criada por Tako.
Capa da MAD brasileira criada por Tako.

Por que você foi trabalhar como dekassegui no Japão ? Conte sobre essa sua experiência de exílio.

Fui forçado a busca trabalho no Japão, em 1990, por causa do Plano Collor e da falta de perspectiva de trabalho para os artistas no Brasil. Com  21 anos fui trabalhar como dekassegui. Primeiro, 6 meses como operário em fábrica terceirizadas de autopeças (kogaisha), em Fukushima. Depois fui descendo em direção a Tóquio.  Ao mesmo tempo, eu continuava a desenhar a tira do Marco e enviava para a Gazeta do Povo. E  continuava fazendo caricaturas e ilustrações, por hobby.

E  a vida de  dekassegui mudou quando você chegou em Tóquio…

Depois de 1 ano no Japão, cheguei a Tóquio, tentar a vida como ilustrador. Comecei a visitar editoras, agências de publicidade, estúdios de design, e consegui os primeiros serviços free-lance. Era uma época de prosperidade econômica no Japão, boa para conseguir serviços gráficos.  Como eu tinha um estilo diferente, mais ocidental, consegui um nicho. Quando estourou a bolha econômica e veio a recessão, tive que voltar ao Brasil.

Você voltou a Curitiba em 1995 e montou seu próprio estúdio. Como foi essa profissionalização, com um estúdio autônomo ?

Quando voltei, senti que fui esquecido no Brasil. Praticamente só consegui trabalhar para a MAD. Percebi que o Brasil também vivia uma crise econômica, era um problema mundial. A sorte é que o custo de vida era mais em conta e eu não precisava ter uma renda muito grande para se manter, o que eu conseguia  com os trabalhos do Marco, da MAD e de ilustração freelance.

Como foi a criação do personagem Gralha, o primeiro super-herói curitibano?

Conversando como o José Aguiar, Antonio Eder e Luciano Lagares, do  Núcleo de Quadrinhos de Curitiba, chegamos à conclusão de que era preciso criar um personagem de HQ curitibano que tivesse projeção nacional. O Gralha foi um personagem de criação coletiva. Foi publicado pela  primeira vez numa edição de revista de aniversário dos 15 anos da Gibiteca. Depois a Gazeta  mostrou interesse em publicar. Durante dois anos, cada criador desenhava uma história completa e a gente se revezava. Daí surgiu a ideia de fazer um álbum reunindo as melhores  histórias do Gralha. Essa coletânea ganhou um prêmio HQMiX, como melhor álbum de ficção e aventura, em 2001.

Cartaz do filme "Um encontro exlplosivo", entre o Gralha e o Oil-man , personagem do folclore urbano de Curitiba.

 
Cartaz do filme “Um encontro explosivo”, entre o Gralha e o Oil-man , personagem do folclore urbano de Curitiba.

Depois você  fez um curso de cinema com a Tizuka Yamazaki, na Faculdade de Artes do Paraná, em 2002. Surgiu aí a oportunidade de filmar  o Gralha .

Eu queria fazer cinema, não sabia que era possível fazer um filme com um personagem de HQ. Achava o cinema parecido com HQ. Cinema é baseado em storyboard, que nada mais é do que uma HQ.  Durante o curso com a Tizuka, dei um exemplar do álbum do Gralha e ela ficou fascinada . No final, ela sugeriu que a equipe criasse algo com o personagem, pensando talvez em fazer uma animação. Pensei que poderia fazer um live action, ou seja, com atores. Daí, criei um roteiro que pudesse ser encenado, a baixo custo. Apresentei à equipe e disse que única condição para ser filmado era que eu fosse o diretor. E então foi feito o filme, que ganhou vários prêmios, como o do Festival de Cinema de Curitiba.

E em 2004 você acabou retornando ao Japão, seguindo a sina de muitos decasséguis, indo e voltando…

Aí eu tinha 39 anos, e o Japão já estava numa recessão mais profunda. Não consegui trabalhar com ilustração em Tóquio, mas num  estúdio de design gráfico em Shizuoka, mas eu também fazia desenho e ilustração. Conversando com ilustradores profissionais de Tóquio, fui convencido a não voltar para a metrópole, por falta de trabalho.

E mais uma vez, você retornou a Curitiba e hoje sobrevive fazendo caricaturas e ilustrações como autônomo. O que acha dessas idas e vindas do Japão para Curitiba ? Nos estudos japoneses, os Nikkei são definidos como os  “sem-lugar” no mundo, e sua identidade se torna diaspórica…

Resolvi voltar definitivamente ao Brasil, porque é onde mora minha família. E também por ter sido “alfabetizado” nesse país, existem facilidades, como diplomas, títulos, etc. Acho que todo nikkei que vai para o Japão sente o choque  cultural de ser estrangeiro em dois países. Mesmo que eu fale a língua japonesa, tenha um nome japonês,  meus avós e pais sejam japoneses,  sou tratado como estrangeiro. E no Brasil, os descendentes de japoneses também são vistos como estrangeiros, desde que nascem.

Ilustração de personagem do imaginário japonês, o samurai.
Ilustração de personagem do imaginário japonês, o samurai.

Para terminar, seu trabalho foi incluído no livro “Wakane – Melhores Artistas Nipo-brasileiros”, organizado pela crítica de arte Rosimeire Odahara Graça. No Brasil persiste a velha ideia de que quadrinhos não é arte, gostaria que falasse sobre  a relação entre quadrinhos e arte.

A gente pode lembrar o trabalho de Roy Lichtenstein, que se inspirou nas HQs para compor suas obras. HQ é uma forma de arte, é só consultar Wil Eisner, o criador do Spirit e Andy Wharol, que mistura a linguagem dos quadrinhos para a Pop Art. No livro de Rosimeire, eu era o único artista de quadrinhos, fiquei meio deslocado, mas fiquei muito orgulhoso por ser incluído.

NOTÍCIA | TAKO-X NA ONDA DO BEIJO

Caricatura de Tako-x, contra a homofobia de Marcos Felicano
Caricatura de Tako-x, contra a homofobia de Marco Feliciano

O cartunista curitibano Tako-x uniu-se ao colega paulistano  Laerte Coutinho para protestar contra a homofobia do deputado federal  Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direito Humanos, que propôs no Congresso Nacional um projeto de lei com  tratamento psicológico para homossexuais, conhecido como “cura gay”. Tako-x criou o cartum acima,  veiculado em sua página no Facebook desde o dia 26 de abril.

Depois de duas temporadas no Japão, o cartunista, famoso pela criação do personagem  Gralha  e por ser desenhista e roteirista na MAD brasileira, retornou a Curitiba, há três anos. Em seu blogue, Tako  faz caricaturas  de artistas  como o colega Ademir Paixão e o diretor de teatro Edson Bueno,  e também o cartunista Laerte , os atores Debora Secco,  Nicolas Cage, Juliane Moore, Cameron Diaz.

Artista plástico formado pela Escola de Belas Artes do Paraná, EMBAP, Edson Ossamu Takeuti é um nissei nascido em Curitiba, Paraná, em 1965.  Começou a sua carreira artística em 1983 publicando as primeiras tiras de quadrinhos no jornal O Estado do Paraná. Em 1985, começou a desenhar para a revista MAD (edição brasileira), onde desenha sátiras de programas de TV e capas da revista.
De 1990 a 1994, morou em Tóquio, Japão. Enquanto trabalhava como ilustrador para os editoras e agências de publicidade japonesas, continuou a publicar semanalmente  suas história em quadrinhos no Brasil. As suas criações, como o Marco e os seus Amigos, X-salada e X-tudo, foram publicadas por muitos anos em jornais brasileiros.De volta ao Brasil, em 1995,  montou um estúdio de arte (TJR Estúdio) e presidiu a APIQ – a Associação de Ilustradores do Paraná (de 1997 a 1999). Nessa mesma época, ele e outros cartunistas criam um super-herói chamado o Gralha, publicado semanalmente de 1998 a 2000 no jornal Gazeta do Povo, o maior jornal no estado do Paraná. Este personagem teve suas primeiras aventuras publicadas em um álbum pela Editora Lettera, ganhando o prêmio de 2001 de Melhor Álbum de Ficção do HQ MIX (o Oscar dos quadrinhos brasileiros).Em 2002, depois de participar de um curso de cinema de Tizuka Yamasaki, escreve e dirige um curta metragem de aventura “live-action” com o super-herói o Gralha. Este filme em vídeo de 20 minutos intitulado “O Ovo ou a Galinha” ganhou o prêmio de Melhor Filme do Júri Popular no Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Curitiba em 2003.Em 2003 ele foi convidado também para participar no livro “Wakame – Melhores Artistas Nipo-brasileiros”, patrocinado pelo Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Paraná. Antes de voltar para o Japão em 2004, ainda fez mais 2 curta-metragens intitulados “O Gralha e o Oil-Man – Um Encontro Explosivo” e “O Apêgo.”De volta no Japão, na cidade de Nagoya, monta um estúdio de ilustração. É também o chargista do maior jornal da comunidade brasileira no Japão, o International Press.