49 – O ARREPIANTE MUSEU DO SILÊNCIO DE YOKO OGAWA

A escritora japonesa Yoko Ogawa foge de enredos convencionais, românticos. Em O Museu do Silêncio (Estação Liberdade, 2016, tradução de Rita Kohl), ela conta a história do sonho de uma velha ricaça em construir um museu bizarro. A ideia é preservar lembranças de pessoas que morreram no vilarejo em que  mora. Para levar tal tarefa adiante, ela contrata um museólogo.

Pouco a pouco o museólogo torna-se cúmplice da velha, sua filha adotiva e do jardineiro que construirá o edifício do museu. Também, gradativamente, o narrador familiariza-se com o mau humor e grosserias da velha e o cotidiano do lugar.

Como em outros museus, o Museu do Silêncio destina-se a abrigar uma coleção de objetos  que representa um patrimônio histórico ou cultural de uma época ou civilização. Mas estes objetos não podem ter uma simples conotação afetiva. Têm que representar fundamentalmente a vida das pessoas que morreram.

“— Sempre que alguém da vila morre, recolho um único objeto relacionado àquela pessoa. É uma vila pequena, como você sabe, então não é todo dia que morre alguém. Mas não é fácil reunir esses objetos, algo que descobri na prática.Talvez fosse pesado demais para uma criança de onze anos. Mas, mesmo assim, consegui fazê-lo por muitas décadas. A minha maior dificuldade é porque não me contento com uma recordação qualquer.Nunca me contentei com algo fácil, uma roupa que a pessoa vestiu uma ou duas vezes, uma jóia que viveu fechada no armário, uns óculos feitos três dias antes de morrer. O que eu quero são coisas que guardam, da forma mais vívida e fiel possível, a prova de que aqueles corpos realmente existiram, entende ? Algo sem o que os anos acumulados ao longo da vida desmoronariam desde a base, algo que possa eternamente impedir que a morte seja completa. Não são lembrancinhas sentimentais, não tem anda a ver com isso. É claro que o valor financeiro também está fora de questão.” (página 45)

Entre os objetos coletados, estão, por exemplo, um DIU, que pertenceu a uma prostituta assassinada há cinqüenta anos. Ou a capa de pele de bisão-do-rochedo-branco, que pertenceu a um “monge do silêncio”. O monge do silêncio e o bisão-do-rochedo-branco são referências imaginárias. Como em seu último romance publicado no Brasil,  nem um personagem é nomeado. Nem o lugar é identificado.

À parte o projeto da velha, o vilarejo é sacudido por acontecimentos estranhos. Uma bomba explode, matando o monge do silêncio e ferindo a filha adotiva da velha. E uma série de assassinatos de mulheres guarda relação com a morte da prostituta.

A homenagem a pessoas quaisquer provoca uma reflexão sobre morte e esquecimento, ou morte e silêncio. Os dois únicos objetos afetivos que o museólogo leva para o vilarejo, o livro Diário de Anne Frank, que pertenceu à sua mãe, e um microscópio, herança de seu irmão, tornam-se emblemáticos.

Anne Frank leva a pensar sobre os milhares de mortos na Segunda Guerra. As meninas judias, que como Anne Frank, se esconderam em apartamentos clandestinos para fugir dos nazistas. Mas cujas vidas não ficaram conhecidas, como a autora do diário, e foram esquecidas pela história. Paradoxalmente, os milhares de mortos anônimos em Hiroshima e Nagasaki são lembrados permanentemente como protagonistas da maior catástrofe provocada pelo homem nos tempos modernos.

Já o microscópio evoca olhar para a vida insignificante, olhar que tem paralelismo com o trabalho do escritor. Os personagens da literatura representam vidas quaisquer, que em verdade, somos nós, em dimensão universal. Através da ampliação de vidas minúsculas, percebemos a relação entre todos os seres humanos. Com o microscópio da literatura nos tornamos mais sensíveis à alteridade e ao conceito de universalidade. A morte é a equiparação da humanidade em comum, gênios ou medíocres, famosos ou anônimos, empresários ou trabalhadores.

Yoko Ogawa é uma autora japonesa nascida em 1962. Natural de Okayama, já ganhou praticamente todas as honrarias literárias de seu país natal (prêmios Kaien, Akutagawa, Yomiuri, Izumi Kyoka e Tanizaki), publicando mais de 20 obras de ficção e não ficção. O Nobel Kenzaburo Oe disse que ela “é capaz de dar expressão às maquinações mais sutis da psique humana, em uma prosa que é delicada, mas penetrante”. No Brasil, a autora tem publicado os títulos Hotel Iris (Leya Editora, 2011), O museu do silêncio (Estação Liberdade, 2016) e A fórmula preferida do Professor (Estação Liberdade, 2017).

O MUSEU DO SILÊNCIO | Yoko Ogawa

Editora: Estação Liberdade;
Tradução: Rita Kohl;
Quanto: R$ 37,84 (304 págs);
Lançamento: Outubro, 2016.

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38 LITERATURA – TSUGUMI, DE BANANA YOSHIMOTO

Segundo romance de Banana Yoshimoto publicado no Brasil, Tsugumi narra a história da personagem-título e sua prima, Maria Shirakawa, de personalidades opostas, convivendo nos últimos anos da adolescência numa pequena cidade na península de Izu, n o litoral japonês.

Capa do livro "Tsugumi".de Banana Yoshimoto.
Capa do livro “Tsugumi”. de Banana Yoshimoto.

Tsugumi, Estação Liberdade, Tradução: Lica Hashimoto, 2015.

Personagens com personalidades opostos, Maria Shirakawa e sua prima Tsugumi convivem os últimos anos da adolescência numa pequena cidade na península de Izu, a oeste de Tóquio.  Maria, já morando na capital, compadece-se do destino da prima, de saúde frágil, que não pode abandonar a terra natal. Apesar da fragilidade física, Tsugumi tem uma personalidade forte, que chega a ser cruel.

Em férias de verão, Maria volta à cidade natal a fim de passarem uma última estada juntas. Ali, com o cão Poti, ela  viverá dias incríveis. A narradora é hábil em construir  uma trama com tons de leve melancolia, tendo como fundo a ideia da morte. Como em seu best-seller Kitchen (no Brasil, publicado pela Nova Fronteira, em 1988), Banana Yoshimoto  reproduz uma narrativa pontuada por  pequenos dramas e aventuras  – como  a reconciliação dos pais de Maria e a descoberta do amor por parte de Tsugumi.  A obra rendeu à autora, em 1989 — ano de publicação da edição japonesa —, o Yamamoto Shugoro, prêmio literário local concedido anualmente a livros que se destaquem como exemplos de arte narrativa.

Banana Yoshimoto (nascida Mahoko Yoshimoto, m Tóquio, em 24 de julho de 1964), é filha do poeta e militante de esquerda Takaaki Yoshimoto (1924-2012). Formada em literatura pela Universidade Nihon, arrebatou a crítica por sua obra de estreia, Kitchen, publicada em 1988, quando ainda era estudante universitária. Ganhou  o prêmio literário Izumi Kyoka.  A autora adotou o pseudônimo “Banana” pelo apreço que tem por flores de bananeira. Seus livros já foram traduzidos para mais de vinte idiomas. O tema da morte e a preferência por protagonistas mulheres são algumas das marcas mais evidentes na escrita da autora, cujos personagens nunca caem nos lugares-comuns: ao contrário, são sempre excêntricos. Bastante produtiva, Banana Yoshimoto lançou ainda, entre outros títulos, Mizuumi [O lago, 2005], Moshi moshi Shimokitazawa [Olá Shimokitazawa, 2010] e Tori-tachi [Pássaros, 2014].

35 LITERATURA — O SEXO NO JAPÃO SOB OLHAR OCIDENTAL

Capa de "Vita Sexualis"
Capa de “Vita Sexualis”

Vita Sexualis, de Ogai Mori (Estação Liberdade, 2014) aborda um tema que perpassa a história das artes japonesas: o sexo. O tema já era abordado nas gravuras japonesas e nos livros da primavera (shunga). O mais interessante do relato do protagonista do romance, o escritor  Shizuka Kanai, não são as aventuras eróticas, mas a narração de seu desenvolvimento sexual. O pioneirismo de Mori é relatar, no início da Era Meiji, sob ponto de vista supostamente autobiográfico, a descoberta da sexualidade na infância, através da gravura japonesa até a primeira noite com uma prostituta.

A subjetividade do narrador é nitidamente influenciada pela literatura ocidental. Kanai abusa de estrangeirismos para denotar sua intimidade com a alta cultura. Não faltam, é claro, os aspectos peculiares da vida japonesa, como  incursões por casas de chá, o mundo sensual das gueixas e as dinâmicas do omiai, a tradição japonesa dos casamentos arranjados.

Ogai_Mori
O autor.

Com pitadas precisas de humor e ironia, o livro também espelha a outra carreira do autor: médico de formação, tendo servido ao exército como cirurgião-geral na Guerra Russo-Japonesa, Mori investiga em sua literatura a importância do sexo na psique humana. Nascido em Tsuwano em 17 de fevereiro de 1862, Ogai Mori — cujo nome real era Rintaro Mori — formou-se médico na Escola de Medicina de Tóquio aos dezenove anos, e serviu como cirurgião-geral no Exército Imperial japonês. Enviado para treinamento na Alemanha, descobriu e se apaixonou pela literatura europeia. Começou a escrever críticas em jornais literários, ao mesmo tempo que passou a trabalhar seus próprios escritos. Tornou-se  célebre na literatura do país, catapultado como uma das referências do movimento modernista nipônico, ao lado de Natsume Soseki. Fez carreira também como tradutor e poeta, e fundou uma revista literária intitulada Subaru. Outras de suas obras referenciais incluem Maihime [A dançarina, 1890] e Gan [O ganso selvagem, 1911). Faleceu em Tóquio em 8 de julho de 1922.

TRECHOS

“Abandonei minhas sandálias de dedo de qualquer jeito, abri com ímpeto a porta corrediça e saltei para dentro, onde encontrei a tia lendo um livro junto a uma moça que eu não sabia de onde era. A moça estava com roupas todas vermelhas, e prendia o cabelo num coque baixo. Apesar de criança, pude imaginar que ela talvez fosse da cidade. Tanto a tia quanto a moça ergueram o olhar com grande espanto para me fitar o rosto. Ambas tinham a face rubra. Apesar de criança, compreendi que a aparência das duas não era normal, e achei esquisito. Observei que o livro que tinham aberto trazia muitas cores bonitas.” [p. 22]

“— Ei, vamos brincar!

Isso foi sua saudação. De pronto veio-me uma ideia à cabeça.

— Vamos. Vamos brincar de saltar daquela varanda.

Dizendo assim, descalcei as sandálias de dedo e subi na varanda. Katsu veio junto, removendo suas sandálias soladas de tiras vermelhas e subindo comigo. Saltei primeiro de pés descalços sobre os liquens do jardim. Katsu também saltou. Subi novamente na varanda, e dessa vez arregacei a barra do quimono.

— Para brincar assim, o quimono só atrapalha.

Saltei com ímpeto. Vi que Katsu, no entanto, não se decidia por fazer o mesmo.” [p. 33]

35 NOTÍCIAS | ESTAÇÃO LIBERDADE NA FESTA DO LIVRO

Box Musashi, publicado pela "Estação Liberdade".
Box Musashi, publicado pela “Estação Liberdade”.

A partir dessa quarta-feira (10) até sexta-feira (11),  das 9 às 21 horas,  a editora Estação Liberdade oferece livros pela metade do preço .  Os descontos serão oferecidos na 16a. Festa do Livro, que acontece na Politécnica da USP. Algumas promoções: box Musashi, que traz em três volumes a incrível cruzada do samurai mais famoso do Japão, escrita por Eiji Yoshikawa, de R$ 262,00 por apenas R$ 131,00; a saga familiar proposta pelo também japonês Jun’ichiro Tanizaki em As irmãs Makioka, romance com mais de 700 páginas, de R$ 89,00 por R$ 44,50; Homens e mulheres da Idade Média, livro coletivo organizado pelo recém-falecido Jacques Le Goff, ricamente ilustrado, de R$ 115,00 por R$ 57,50; ou ainda História da alimentação, obra de quase 900 páginas organizada por Jean-Louis Flandrin e Massimo Montanari, que repassa a trajetória alimentar da humanidade desde o homem das cavernas. Ele poderá ser adquirido na feira de R$ 149,00 por R$ 74,50.

A festa acontece na  Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, prédios da Engenharia Mecânica, Elétrica e Civil. Acessos: Avenida Professor Luciano Gualberto, travessa 3, 380; e avenida Professor Mello Moraes, 2231 – Cidade Universitária – São Paulo (SP)

Mais informações: http://www.edusp.com.br/festadolivro/

TRECHOS "VENTO LESTE", DE OTOHIKO KAGA

Foto> Ryu

Foto> Ryu Kurusu.

“O sargento levantou o punho e acertou o queixo de Ken. Ken permanecera lá com educação, recebendo o soco sem tentar se proteger. O segundo soco foi mais forte, mas Ken ainda não demonstrara muita dor. Quando um terceiro soco não causou reação nenhuma, o sargento apanhou uma concha que estava encostada num caldeirão cheio de água fervente e acertou-lhe as nádegas com força. Dessa vez doeu bastante, e na segunda pancada Ken caiu no chão de quatro. O sargento ainda o acertou mais duas ou três vezes.” [p. 113]

“O problema é que há uma grande oposição neste país a qualquer negociação diplomática. Minha missão nos Estados Unidos é ultrassecreta, mas alguém parece já ter adivinhado que algo está sendo feito. Hoje, do lado de fora do Ministério das Relações Exteriores, um grupo de fanáticos gritava: ‘Acabem já com as relações com os Estados Unidos!’, ‘Deem a Roosevelt um ultimato!’. O motivo pelo qual amanhã, digo, essa manhã eu pegarei um trem na estação de Tóquio é para ludibriar qualquer terrorista que pense em fazer algo. Mas ainda assim fico preocupado, já que meu rosto é um pouco conhecido dos jornais.” [p. 168]

“Nas margens de uma estrada que saía dos fundos do santuário em direção aos campos, havia várias fazendas de casas de palha. Apesar do calor do sol, Anna pedalou forte sua bicicleta. Ela estava sentindo pena e preocupava-se com Yamaha, que a seguia como um servente leal, ignorando o calor. Um certo embaraço a dominava quando tinha que puxar o quimono na frente dele. Chegaram a uma casa que parecia bastante espaçosa; a ala principal se estendia para os lados e tinha vários quartos grandes. Na cozinha de chão de terra, encontraram as mulheres da casa colocando batatas-doces em sacos de palha. A jovem esposa, que tinha mais ou menos a mesma idade de Anna, chefiava o serviço das outras mulheres e de umas garotas que pareciam ser ou suas filhas ou suas irmãs mais novas. Anna usou toda a sua força para conseguir algumas daquelas batatas-doces.” [p. 323]

“— Cada um de vocês receberá dez balas. Sete delas são para disparar contra o inimigo, e três vocês guardam. Por que guardar três balas? Mitsuda, você não está falando nada. Eu acho que você sabe por quê.

Ken e Haniyu trocaram olhares. Ninguém sabia a resposta.

— Uma é para o tanque de combustível, para que vocês o incendeiem. As outras duas são para vocês se matarem com um tiro na testa. Se ainda não estiverem mortos, atirem novamente. Entenderam?

— Sim, senhor.” [p. 360]

“Quando abaixaram o pacote, a esteira caiu, revelando o cadáver de um jovem piloto americano. A multidão agitou-se. A metade esquerda do rosto fora vaporizada, mas a metade direita se apresentava bonita, com feições regulares. O paraquedas não aberto do jovem ainda estava amarrado em suas costas. Ken ordenou ao chefe da Defesa Civil para procurar bens pessoais na roupa do cadáver, e ele começou a vasculhar pelos bolsos, onde encontrou uma pistola, uma faca, um cantil, uma lancheira de alumínio e vários mapas amarrados. O lanche estava meio comido. Restos queimados de carne estavam grudados na lancheira.

— Eles têm mais para comer do que nós — gritou alguém.” [p. 477]

 

30 LITERATURA | "A GANGUE ESCARLATE" E O MODERNISMO JAPONÊS

Capa de "A gangue escarlate de Asakusa". Foto: divulgação.
Capa de “A gangue escarlate de Asakusa”. Foto: divulgação.

A gangue escalarte de Asakusa (Estação Liberdade, tradução de Meiko Shimon), como outras obras do início da carreira de Yasunari Kawabata, tem algo de estranho. Contos da palma de mão e A Dançarina de Izu são  compostas por fragmentos . Não que não tragam histórias fechadas, mas compõem-se de narrativas ou capítulos curtos. O novo romance de Kawabata, traduzido por Meiko Shimon,  segue o estilo hesitante de suas primeiras experiências literárias. Embora o escritor trate de um tema tipicamente japonês  – um bairro da boemia de Tóquio – a influência da literatura ocidental é visível.

Em seus romances posteriores, Kawabata abandonaria a montagem em fragmentos, preferindo uma narrativa mais densa. Por ter como cenário o bairro de Asakuka, o Ocidente não poderia deixar de imiscuir-se na narrativa. Na virada do século, havia no bairro  um teatro kabuki, malabaristas, casas de gueixas, números circenses, fotógrafos lambe-lambes, dançarinos, comediantes, macacos amestrados, bares, restaurantes e galeria de arco e flecha cheias de garotas de programa. A zona foi destruída duas vezes: a primeira no terremoto (seguido de incêndio) de 1923, após o que foi reconstruída; e depois no bombardeio norte-americano de 1945, quando morreram entre 60 e 70 mil pessoas. Hoje, é uma área comercial como qualquer outra, cheia de edifícios.

As atrações noturnas, invariavelmente, eram de shows e performances franceses e americanos.  É nesse local que o escritor faz viver  a misteriosa Yumiko, Hakiko, Umikichi e outros pequenos anti-heróis, prostitutas e marginais.  Mas desde então, Kawabata faz a defesa das personagens femininas, que seguiria em outras obras. Yumiko, por exemplo,  se recusa a assumir o papel de subalternidade destinado às mulheres no Japão.

A narrativa foi  publicada de forma episódica num jornal de Tóquio entre 1929 e 1930, evocando experiências biográficas do autor. Um escritor americano, Joshua Cohen,  diz que o romance é o “Ulysses”  japonês, por ter introduzido a modernidade nessa literatura. Porém, os personagens de Asakusa não têm a profundidade Leopold Bloom e outros tipos  criados por James Joyce. O  que conta é a ousadia do pensamento de igualdade moderno e a tentativa de imitar a técnica da narrativa fragmentada.

Yasunari Kawabata, Nobel de 1968, é um dos escritores japoneses reconhecidos na literatura universal contemporânea.  Nascido em Osaka, em 1899,  interessou-se por literatura ainda muito jovem. Formou um grupo que defendia o “neossensorialismo”, uma nova estética na literatura japonesa, deixando o realismo em voga de lado em favor de uma escrita mais lírica e impressionista. Kawabata suicidou-se em 1972, dois anos depois do ato de seu amigo Yukio Mishima.

Leia aqui um capítulo do livro.