40 ARTES – 'OLHAR INCOMUM' REVISITA O JAPÃO NO MON

Fernanda Takai será uma das artistas participantes da mostra. Foto: Bruno Senna
Fernanda Takai é uma das artistas participantes da mostra. Foto: Bruno Senna

O Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, recebe a partir do dia 16 de março a exposição“Olhar InComun: Japão Revisitado”, que traz o olhar de 21 artistas contemporâneos que possuem laços sanguíneos com o país asiático. A mostra, que tem curadoria de Michiko Okano, professora de História da Arte da Ásia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), contempla múltiplas linguagens, como desenho, pintura, gravura, grafite, escultura, objeto, fotografia, cerâmica, urushi (charão), design, vídeo, música, poesia, caligrafia, instalação, intervenção, performance e a cerimônia do chá.

Participam da exposição Alice Shintani, Alline Nakamura, AtsuoNakagawa, César Fujimoto, Erica Kaminishi, Erica Mizutani, Erika Kobayashi, Fernanda Takai, Fernando Saiki, FutoshiYoshizawa, James Kudo, Júlia Ishida, Mai Fujimoto, Marcelo Tokai, Marília Kubota, Marta Matushita, Sandra Hiromoto,TakakoNakayama, TatewakiNio, Yasushi Taniguchi e YukieHori.Todos eles revisitam o Japão, cada um com sua poética particular e distinta.

Obra de James Kudo, artista nipo-brasileiro de projeção internacional.
Obra de James Kudo, artista nipo-brasileiro de projeção internacional.

Olhar nipônico

Os primeiros imigrantes japoneses chegaram no Brasil em 1908. Atualmente, o país abriga a maior comunidade nipônica fora do Japão, com cerca de 1,5 milhões de descendentes. Apesar de estar na sexta geração, o nipo-brasileiro tem uma relação bastante complexa e diversificada com sua ascendência: ora nega a origem, ora cria uma relação de paixão com o Japão ou, ainda, recria umoutro Japão dentro do Brasil.

As obras refletem estes múltiplos desdobramentos dos artistas que constroem um espaço interessante de confronto, troca e diálogo. As referências vêm tanto do Japão tradicional quanto do da atualidade. O que todas têm em comum é a visão contemporânea da arte e o território brasileiro como cenário do cotidiano.

 Obra de Sandra Hiromoto, artista paranaense que vem ganhando destaque nacional.

Obra de Sandra Hiromoto, artista paranaense que vem ganhando destaque nacional.

A partir das 18 horas haverá um bate-papo da curadora Michiko Okano com alguns artistas. A mostra tem patrocínio da Eletrofrio, governo do Paraná e é produzida por Suemi Hamasaki, produtora de eventos nipo-brasileiros em Curitiba. A artista Julia Ishida também está na equipe principal do projeto, como co-produtora e co-curadora.

NOTÍCIA | RIO VÊ OBRAS DA 'PRINCESA DAS BOLINHAS"

Yayoi Kusama à frente de uma de suas obras.
Yayoi Kusama à frente de uma de suas obras.

Obras da midiática Yayoi Kusama já podem ser vistas no Brasil. Até 20 de janeiro o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta a mostra   Obsessão Infinita, para o público do Rio de Janeiro. Famosa pelo transtorno compulsivo que se manifesta através de alucinações com bolas, Yayoi transfere esse delírio para seus trabalhos, criando obras lúdicas que agradam todas as gerações. A artista, de 83 anos, vive há mais de 30 anos numa instituição psiquiátrica em Tóquio.

Ela traz cem obras para a exposição, entre elas,  Campo de  falos — um jardim de falos decorados com bolas vermelhas e brancas numa sala  espelhada. Outro destaque é a instalação Cheia de brilho da vida, em que as  bolinhas aparecem na forma de lâmpadas que acendem e apagam em cores  diferentes. E o público também é chamado a participar da obsessão da artista.  Logo na entrada, cada visitante recebe uma cartela de adesivos, todos de bolas  coloridas, para decorar outra instalação, a Sala da obliteração, originalmente  toda em branco.

Sala da obliteração, 2011.
Sala da obliteração, 2011.

Yayoi  viveu em Nova York, onde chegou em 1957. Lá, conheceu Andy Warhol, entre outros artistas. Mas  só se tornou celebridade há dois anos, depois de grandes exposições internacionais:  em 2011, no Reina Sofía, em Madri, e no Centro Pompidou, em Paris; e, no ano  passado, na Tate Modern, em Londres, e no Whitney Museum, em Nova York. E tornou-se figurinista da grife Louis Vuitton. Depois do Rio, a mostra segue para  Brasília (a partir de fevereiro de 2014) e São Paulo (a partir de maio de 2014). Depois, para o México.

Obsessão Infinita – Yayoi Kusama

CCBB RJ (Rio de Janeiro)

Até 20/01 /  2014. Rua Primeiro de Março, 66 – Centro Tel.: 11. 3808-2020

CCBB DF (Brasília)

De 17 /02 a 27 / 04 / 2014.  SCES, Trecho 02, lote 22 Tel.: 61. 3108-7600

Instituto Tomie Ohtake (São Paulo)

De 21 / 05 a 27 / 07 / 2014 Avenida Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés) – Pinheiros Tel.: 11. 2245-1900 http://www.institutotomieohtake.org.br